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Preços aumentaram 8,5% antes da Black Friday, diz pesquisa

Segundo o levantamento, descontos reais só impactaram 1,33% dos produtos vendidos no Brasil.


	Black Friday nos Estados Unidos: formato foi importados dos americanos, mas os grandes descontos, não
 (Jonathan Alcorn/Reuters)

Black Friday nos Estados Unidos: formato foi importados dos americanos, mas os grandes descontos, não (Jonathan Alcorn/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 13 de dezembro de 2012 às 14h32.

São Paulo - As acusações de maquiagem de preços que marcaram a Black Friday no país em 2012 não foram apenas suspeita dos consumidores. Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira mostrou que, de fato, os preços das mercadorias no país subiram em vez de cair.

Segundo o levantamento, que analisou os preços de 1728 produtos, os valores subiram 8,5% nos dias 21 e 22 de novembro, período anterior ao evento. Na sexta que prometia as promoções, a alta foi de 0,06%, em média.

A análise, feita pelo Programa de Administração de Varejo (Provar), também mostrou que descontos reais só impactaram 1,33% dos produtos vendidos no Brasil. Quase metade dos itens pesquisados, cerca de 47,5%, não sofreu qualquer alteração nem antes nem depois da data.

Dentre os produtos analisados estão eletrônicos, eletrodomésticos e itens de informática."O comportamento monitorado não permite afirmar que houve de fato uma promoção sob os auspícios da marca Black Friday. Tal comportamento acaba por desacreditar tais iniciativas", aponta a conclusão da pesquisa.

As vendas do Black Friday neste ano movimentaram R$ 217 milhões no comércio eletrônico brasileiro, valor 117% superior ao faturamento na mesma no ano passado. O Procon chegou a notificar, à época, sete varejistas por maquiagem de descontos: Extra (lojas física e virtual), Ponto Frio, Submarino, Americanas.com, Walmart, Saraiva e Fast Shop.

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