Marketing

Urban Outfitters é criticada por roupa ‘manchada de sangue'

Moletom da loja traz tingimento imitando sangue sobre o símbolo da Kent State University, que vivenciou um massacre em 1970

Roupa da Urban Outfitters: polêmicas e muitas críticas  (Divulgação)

Roupa da Urban Outfitters: polêmicas e muitas críticas (Divulgação)

Guilherme Dearo

Guilherme Dearo

Publicado em 15 de setembro de 2014 às 17h02.

São Paulo - Tremendo mau gosto ou tremenda falta de noção e informação da Urban Outfitters. O fato é que, agora, as críticas não vão parar tão cedo.

A empresa que vende roupas online lançou um moletom "vintage", com o símbolo da Kent State University, dos Estados Unidos. Até aí nenhum problema.

Só que a peça, vendida no site da loja por 129 dólares, vem "manchada de sangue", com tingimento imitando respingos e manchas.

É uma alusão ao "Massacre de Kent State", de 1970, quando quatro estudantes foram mortos pela Guarda Nacional durante protestos contra a Guerra do Vietnã.

Após a avalanche de críticas, a peça apareceu como "esgotada" ("sold out") no site da Urban.

Hoje (15), representantes da loja emitiram um pedido de desculpas, mas disseram que a intenção não foi falar do massacre.

"As cores e manchas vermelhas certamente sugerem sangue", dizem. Mas garantem que não queriam falar do episódio de 1970: "Lamentamos muito que esse item tenha passado essa ideia negativa", escreveram.

A universidade, que viu seu nome envolvido no caso, também se pronunciou:

"Consideramos uma grande ofensa que essa empresa tenha usado nossa dor para publicidade e lucro. Este item está além do mau gosto e banaliza a perda de vidas que machucam a comunidade de Kent State até hoje".

Os representantes da universidade ainda convidaram os líderes da Urban Outfitters e os compradores da roupa a visitarem o memorial da universidade que lembra o fato de 44 anos atrás.

Outras gafes

A empresa já passou por outros momentos constrangedores no passado.

Em 2004, uma camiseta, coberta com símbolos do dólar, foi nomeada como "Garota Judia".

Já em 2010, uma camiseta trazia os dizeres "Coma Menos" ("Eat Less", no original), uma piada com pessoas acima do peso.

Outras empresas também já se meteram em problemas.

Recentemente, a Zara foi duramente criticada por criar um pijama infantil que lembrava os uniformes dos prisioneiros judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

Acompanhe tudo sobre:Países ricosEstados Unidos (EUA)Ensino superiorFaculdades e universidadesRoupasMassacresGafes de marketing

Mais de Marketing

Pepsi provoca Coca-Cola em comercial do Super Bowl com urso polar; veja

Adidas e Boca Rosa lançam primeira collab de moda e beleza para o Carnaval

Rumo aos 4 milhões de clientes, Nomad mais que dobra base em dois anos

25 anos no ar: o que explica a relevância da Wikipedia na era dos algoritmos?