Ciência

Estudo mostrará como comerciais alteram o subconsciente

Parceria da Time Warner com a Nielsen vai analisar o corpo humano em profundidade para entender impacto de vídeos


	Neurônios: estudos mostrarão como vídeos afetam coração e mente dos consumidores
 (Kristen Brennand / Instituto Salk)

Neurônios: estudos mostrarão como vídeos afetam coração e mente dos consumidores (Kristen Brennand / Instituto Salk)

Guilherme Dearo

Guilherme Dearo

Publicado em 5 de abril de 2016 às 13h19.

São Paulo - Está ficando para trás o tempo em que uma marca sabia como funcionava um comercial "na mente" de um consumidor apenas analisando sua intenção de compra ou a percepção subjetiva sobre "os valores da marca".

Em um futuro bem próximo, as marcas saberão como determinado comercial afetou seu coração e sua mente. Em um nível tão profundo e subconsciente, biológico, que elas saberão muito mais que você próprio.

Em uma parceria de três anos, a Time Warner e a Nielsen vão estudar como vídeos, em específico os vídeos curtos e os vídeos de realidade virtual, impactam o cérebro e o corpo humano.

A área de Consumer Neuroscience da Nielsen dispõe de várias tecnologias para estudar a reação do corpo aos estímulos visuais.

Por exemplo, aparelhos que analisam o movimento dos olhos, os batimentos cardíacos, as áreas cerebrais ativadas. 

Ainda há como analisar a voz, a condutividade da pele e os movimentos dos músculos da face.

Entre os testes, há o EEG (eletroencefalograma), que analisa as respostas elétricas no cérebro, e o fMRI, que consiste na ressonância magnética funcional para analisar o fluxo sanguíneo em resposta às atividades neurais.

À revista AdWeek, a diretora global de marketing da Time Warner, Kristen O'Hara, disse que a maioria dos testes serão feitos no Medialab da empresa.

Desde 2012, ambas trabalham em parceria para promover testes de comportamento diante de produtos, marcas e conteúdos.

Há cerca de uma década, o neuromarketing já é uma realidade no mercado, com empresas estudando o comportamento do consumidor.

Agora, o foco é desvendar a resposta cerebral específica para vídeos comerciais e programados.

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