A página inicial está de cara nova Experimentar close button

Cresce presença, mas negros ainda são sub-representados em propagandas

Negros, LGBTI+, pessoas com deficiência e outros grupos socialmente minorizados pouco aparecem nas propagandas no Brasil, apesar do alto potencial de consumo, revela estudo

A população negra continua subrepresentada na publicidade brasileira, apesar de pequeno avanço, como revela a terceira edição do estudo Diversidade na Comunicação de Marcas em Redes Sociais, realizado pela Elife e a agência SA365.

O que os empreendedores de sucesso têm em comum? Inovação é a chave de 2021. Fique por dentro em nosso curso exclusivo

Há um salto de 34% para 38% da presença de pretos e pardos no total das publicações analisadas, mas o grupo é sub-representado, uma vez que compõe 56% da população do país, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD).

Das publicações com pessoas negras, cerca de 48% foram feitas pelo setor financeiro e traziam um tom de superação das dificuldades trazidas pela pandemia. Além disso, destacam-se na comunicação com negros o setor de higiene pessoal e beleza e de cervejas.

Outros recortes

Pessoas LGBTQIA+ tiveram sua presença diminuída em um ponto percentual em 2020 quando comparada com 2019 (3% este ano contra 4 % no ano anterior), ainda que com o tradicional pico de ações com e para o público no mês do de julho. O percentual é bastante baixo visto que a população estimada é de 10%.

Também foi avaliada a presença de pessoas com deficiência, que estiveram presentes em 1% das publicações, bastante aquém dos 23% indicados pelo IBGE. Asiáticos amarelos tiveram representatividade de 2% e a presença de grupos indígenas foi de 1% na pesquisa.

“O estudo concluiu que a invisibilização e estereotipação de grupos sociais na publicidade persiste. Verificamos que quase todo o público não-branco é pouco representado, com alguns estando presentes apenas em momentos de grande importância para si e outros nem assim, o que reforça o quanto a luta pela inserção de representatividade é de extrema urgência", comenta Breno Soutto, head de insights da SA365 e do grupo Elife.

Para o estudo foram analisados 1902 posts no Instagram e Facebook com 50 marcas dos principais anunciantes brasileiros entre janeiro e dezembro de 2020. As imagens foram classificadas quando havia a identificação de pessoas representantes de cada um dos grupos analisados. No caso de pessoas com deficiência foram consideradas apenas representações que mostravam o grupo de modo explícito.

“O aumento da presença de negros, por exemplo, vem associado a um discurso negativo, ligado à ideia de crise e superação econômica no contexto da pandemia. Essa representação reforça os estereótipos de quem é bem sucedido ou não no Brasil e coloca a população negra em um papel secundário", diz Aline Araújo, responsável pelo estudo e gerente de projetos da Elife.

O poder aquisitivo dos grupos sub-representados

Apesar da baixa representatividade, a pesquisa identificou que todas as camadas da população participantes da análise possuem grande potencial de consumo. Só a  população negra, por exemplo, movimenta cerca de 1 trilhão de reais por ano, de acordo com o Instituto Locomotiva.

Já a população gorda movimentou 6 bilhões de reais em 2016 por meio do mercado plus-size de acordo com Associação Brasileira do Vestuário (ABRAVEST).  Entre as pessoas com deficiência, segundo o IBGE (2010), somente no Nordeste há mais de 125 mil com renda superior a cinco salários mínimos e, com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2015, são 403,2 mil pessoas com deficiência que atuam formalmente no mercado de trabalho.

Quais são os maiores desafios de negócios neste ano? Assine a EXAME e entenda.

 

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 4,90/mês
  • R$ 14,90 a partir do segundo mês.

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

exame digital anual

R$ 129,90/ano
  • R$ 129,90 à vista ou em até 12 vezes. (R$ 10,83 ao mês)

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

Já é assinante? Entre aqui.

Veja também