Marketing

As marcas mais valiosas do mundo somam US$ 10,4 tri — e só uma é brasileira

O ranking Global 500 2026 aponta crescimento de 11% no valor das marcas globais e reforça a liderança das gigantes de tecnologia

A NVIDIA entrou para o top 5 das marcas mais valiosas do mundo em 2026

A NVIDIA entrou para o top 5 das marcas mais valiosas do mundo em 2026

Juliana Pio
Juliana Pio

Editora-assistente de Marketing e Projetos Especiais

Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 07h39.

Última atualização em 20 de janeiro de 2026 às 07h44.

O valor combinado das 500 marcas mais valiosas do mundo chegou a US$ 10,4 trilhões em 2026, um crescimento de 11% em relação ao ano anterior, segundo o relatório Global 500 2026, divulgado nesta terça-feira, 20, pela consultoria Brand Finance. O avanço supera a estimativa de crescimento da economia global, de 3%, e indica a manutenção da força das grandes marcas em um cenário econômico mais moderado.

O levantamento avalia valor financeiro e força de marca a partir de dados econômicos, desempenho de mercado e pesquisas com consumidores em dezenas de países. Ao todo, a Brand Finance analisou cerca de 6 mil marcas globais antes de chegar ao recorte final das 500 mais valiosas e fortes.

No topo do ranking, a Apple manteve a liderança como a marca mais valiosa do mundo, com crescimento de 6% e valor estimado em US$ 607,6 bilhões. Segundo o estudo, o desempenho segue apoiado na expansão de serviços como publicidade, nuvem e App Store, além da demanda estável nas Américas, Europa e Ásia-Pacífico.

A Microsoft ocupa a segunda posição, após aumentar seu valor de marca em 23%, para mais de US$ 565,2 bilhões. Em seguida aparecem Google, com US$ 433,1 bilhões (+5%), e Amazon, com US$ 369,9 bilhões (+4%), consolidando o domínio das empresas de tecnologia dos Estados Unidos entre as primeiras colocações.

Um dos principais movimentos do ranking em 2026 foi a ascensão da Nvidia, que se tornou a quinta marca mais valiosa do mundo. O valor da marca mais que dobrou em um ano, com alta de 110%, alcançando US$ 184,3 bilhões. A empresa subiu quatro posições e superou nomes como TikTok/Douyin, Walmart, Samsung Group e Facebook, impulsionada por seu papel central na infraestrutura global de inteligência artificial.

No indicador de força de marca, que mede fatores intangíveis como familiaridade, consideração e reputação, o destaque foi o YouTube, que passou a ocupar a primeira posição global. A plataforma alcançou pontuação de 95,3 em 100 no Brand Strength Index, depois de figurar em oitavo lugar em 2025. A pesquisa da Brand Finance em dez mercados mostrou que a familiaridade com o YouTube supera 90% em oito deles e que, em média, 70% dos entrevistados considerariam usar a plataforma.

Ao todo, 37 marcas do ranking receberam a classificação máxima de força de marca, AAA+, segundo a consultoria.

E o Brasil?

O Brasil aparece no estudo com apenas uma representante entre as 500 mais valiosas. O Itaú avançou 20 posições no ranking global e passou a ocupar o 254º lugar, após aumentar seu valor de marca em 15%, para US$ 9,9 bilhões. O banco também registrou melhora no Índice de Força de Marca, que chegou a 80,3 pontos, garantindo pela primeira vez a classificação AAA-.

“O crescimento do Itaú em 2026 reflete o desempenho robusto de receitas e ganhos de participação de mercado no Brasil, impulsionados pelo crescimento do crédito, pela adoção do banco digital e por campanhas publicitárias”, afirma Eduardo Chaves, diretor-geral da Brand Finance no Brasil.

Segundo a Brand Finance, o valor de marca representa o benefício econômico líquido que um proprietário obteria ao licenciar a marca no mercado, enquanto a força de marca mede a eficácia do desempenho em indicadores intangíveis em comparação com concorrentes. A metodologia segue padrões internacionais, como as normas ISO 10668 e ISO 20671, e combina dados financeiros com pesquisas de percepção realizadas em mais de 40 países.

Ranking Global 500 2026, da Brand Finance, mostra as marcas mais valiosas e as mais fortes do mundo, com liderança de Apple em valor e de YouTube em força de marca (Divulgação)

Acompanhe tudo sobre:estrategias-de-marketing

Mais de Marketing

A empresa não é mais só do acionista — e o marketing ainda não entendeu

BBB 26: quais foram as 5 marcas mais faladas na primeira semana do reality?

Mercado Livre patrocina Gabriel Bortoleto e amplia atuação na Fórmula 1

Patrocínio em camisas de árbitros cresce e vira ativo do futebol