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6 tendências incontornáveis de marketing para 2027

Como as mudanças na busca, no conteúdo e na experiência do cliente chegarão às decisões das empresas no próximo ano

Busca na internet: informação clara ajuda a escolha humana (pressureUA/Thinkstock)

Busca na internet: informação clara ajuda a escolha humana (pressureUA/Thinkstock)

Marc Tawil
Marc Tawil

Estrategista de Comunicação

Publicado em 26 de outubro de 2026 às 14h49.

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Planejar o marketing de 2027 exige olhar para o que acontece antes e depois de uma campanha. Como o cliente encontra a empresa? O que precisa compreender para escolhê-la? E o que acontece quando aquilo que foi anunciado chega ao atendimento, à venda e à entrega?

Após mergulhar em análises e tendências, organizei para a coluna seis movimentos e suas implicações para quem lidera.

Meu interesse paira sobre as escolhas que essas mudanças exigem: onde investir, o que rever e quais responsabilidades precisam ficar mais claras.

A elas!

Marketing e operações devem trabalhar mais próximos

Minha aposta é que a integração entre comunicação, vendas, atendimento e operação ganhará mais importância na discussão sobre resultados. Uma promessa precisa chegar às diferentes áreas com o mesmo significado e com condições para ser cumprida. Antes de anunciar rapidez, proximidade ou flexibilidade, a liderança precisa definir quem entrega isso, com quais recursos e dentro de quais limites.

Mensuração é valor comercial

Uma campanha pode trazer muitos interessados em algo que a empresa não oferece. O relatório registra movimento; a equipe comercial recebe trabalho; o cliente encontra frustração. A avaliação fica mais útil quando segue o percurso dessas pessoas: quantas compraram, quanto custou atendê-las, quais permaneceram e o que motivou uma nova compra. Para 2027, vale aproximar os indicadores de marketing das decisões do negócio. Quais ações atraem clientes que encontram valor na entrega? Onde a comunicação está criando uma expectativa equivocada? O que precisa mudar na oferta?

Busca se tornarão ainda mais conversacionais

A busca conversacional amplia a importância de informações que ajudam a comparar alternativas: características, condições, localização, restrições e adequação a diferentes necessidades. Para as empresas, isso pede uma revisão daquilo que explicam em seus sites e perfis. Quem é bem atendido pela solução? Em quais situações ela funciona? O que o cliente precisa saber antes de contratar? Informação clara e atualizada ajuda a escolha humana e pode facilitar sua interpretação pelas ferramentas de busca. Isso, porém, não garante uma recomendação automática.

Conteúdo genérico terá mais dificuldade para se projetar

Expressões como “soluções inovadoras”, “experiência única” e “atendimento de excelência” deixam muitas empresas parecidas. É preciso mostrar o que sustenta essas afirmações. A IA permite criar textos, imagens e variações de campanhas com rapidez. Essa capacidade torna ainda mais importante escolher o que merece ser dito. A qualidade da produção ajuda, mas precisa existir algo relevante para mostrar. Na minha leitura, o investimento editorial deve começar mais perto do trabalho: ouvir quem atende, investigar dúvidas recorrentes e identificar características que realmente influenciam a decisão de compra.

Dados próprios ganham ainda mais relevância

Conhecer o cliente e personalizar a relação só fazem sentido quando esse conhecimento melhora alguma coisa para ele. Pode ser evitar uma oferta inadequada, antecipar uma orientação necessária ou permitir que a pessoa continue uma conversa sem repetir tudo o que já explicou. A informação precisa ser pertinente, confiável, protegida e acessível a quem tem motivo para utilizá-la.

Campanhas impecáveis X experiências reais

Avaliações, relatos, demonstrações e conversas sobre o atendimento ajudam potenciais clientes a examinar o que uma marca promete. Vejo espaço para empresas trabalharem melhor esse material em 2027: apresentar situações concretas, mostrar as pessoas responsáveis pela entrega e dar contexto aos resultados. Um depoimento ganha utilidade quando permite entender o problema, a solução e as condições em que ela funcionou. Uma reclamação recorrente pode apontar uma promessa mal explicada ou uma falha que a próxima campanha não resolverá.

Todo investimento em marketing cria uma expectativa que a empresa terá de sustentar. Se a campanha promete simplicidade, a contratação precisa ser simples. Se promete atenção, o cliente precisa ser ouvido sem contar sua história novamente a cada contato.

Eu avaliaria as apostas para 2027 pela capacidade de melhorar esse percurso: ajudar alguém a encontrar a empresa, compreender a oferta, comprar e querer voltar.

Sua próxima campanha, possivelmente, começará na promessa que você cumpriu.

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