Rio Open: presença de marca (Wellhub/Divulgação)
Editor de Casual e Especiais
Publicado em 26 de outubro de 2026 às 08h00.
Última atualização em 26 de outubro de 2026 às 13h58.
A plataforma de bem-estar corporativo Wellhub fechou o patrocínio do Miami Open e renovou o apoio ao Rio Open para as edições de 2027, 2028 e 2029. A estreia em Miami amplia uma estratégia iniciada há dois anos no torneio carioca. Segundo o Wellhub, a aposta busca aproximar a marca de executivos e acompanha o avanço do tênis na plataforma.
O Wellhub, plataforma de bem-estar corporativo, fechou o patrocínio ao Miami Open presented by Itaú e renovou o do Rio Open apresentado pela Claro para as edições de 2027, 2028 e 2029. A empresa patrocina o torneio carioca há dois anos. Em Miami, é a primeira vez.
O Wellhub conecta colaboradores a mais de 120 mil parceiros de fitness, meditação, terapia, nutrição e sono, em uma única assinatura. Quase 60 mil empresas em 19 países oferecem o serviço aos funcionários. Brasil e Estados Unidos são os dois maiores mercados, seguidos da Alemanha.
A aposta no tênis tem uma lógica de negócio. O objetivo é se aproximar de executivos e levar às empresas a mensagem de que bem-estar e longevidade precisam ser prioridade estratégica. Segundo a empresa, o esporte exige disciplina, concentração e equilíbrio físico e mental, e estudos o associam a ganhos de expectativa de vida.
Os dados da própria plataforma sustentam a escolha. No Brasil, os check-ins de tênis no Wellhub cresceram 97% em 2025 sobre 2024, e a prática quase triplicou em dois anos. O número de estabelecimentos parceiros que oferecem esportes de raquete subiu 39%, e o de parceiros especializados em tênis, 10%. No mundo, os check-ins de tênis cresceram 85% no mesmo período, os parceiros de raquete 37% e os de tênis 22%.
Nos Estados Unidos, o cenário também é favorável. Segundo os dados de apoio da empresa, o país teve 27,3 milhões de praticantes de tênis em 2025, alta de 6%, no sexto ano seguido de crescimento. Foram 4,9 milhões de novos jogadores, a retenção é de 80,4%, e a meta da federação americana (USTA) é chegar a 35 milhões até 2035.
O Wellhub também mantém no Rio Open o patrocínio da academia oficial do torneio, e tem Andre Agassi como embaixador global. A Exame conversou com Leandro Caldeira, CMO do Wellhub, sobre o que levou a empresa a ampliar a aposta.
O CMO Leandro Caldeira: associação da marca com longevidade (Wellhub/Divulgação)
Vocês estão há dois anos no Rio Open e agora renovam por mais três e entram no Miami Open. O que viram de resultado?
A gente opera em 19 países e sempre pergunta: o patrocínio é para performance, branding ou posicionamento? Para o cliente grande, para o usuário, para a academia parceira? O tênis é interessante porque engloba tudo isso. Não é só para gerar lead, nem só para relacionamento, nem só porque temos muitos parceiros de tênis ou porque a demanda cresceu na base de usuários. É a combinação. Quando fizemos o Rio Open pela primeira vez, a pergunta era: o que podemos fazer no Brasil para nos associar mais ao tênis? Vimos que o torneio estava ganhando relevância e fomos testar. Gostamos da experiência, fizemos o segundo ano e agora fechamos mais três.
Com quem vocês conversam em um evento como esse?
Fizemos ativação com clientes, relacionamento com parceiros de canal e com donos de academias, e usamos os ingressos para isso. O Rio Open é mais do que o jogo, tem um ambiente legal em volta. Fizemos palestras que não eram técnicas, falavam do impacto do esporte na saúde mental. Patrocinamos a academia do torneio, que é um ativo que historicamente nem estava no radar. Normalmente você olha na TV e vê aquela bikezinha sofrida. Resolvemos dar um upgrade nesse ambiente, e hoje a exposição vai além da TV aberta, com todo o aquecimento do torneio na internet. Também pensamos em endomarketing, os funcionários ficaram animados. E fizemos algo estratégico com a toalha, associada ao momento da transpiração, em que a pessoa dá um zoom na nossa marca. O time foi criativo, gerou mídia espontânea e interesse de mais gente. Isso nos deu confiança para dar o passo do Miami Open, que é muito mais caro e um país onde temos menos presença de marca.
O Miami vai repetir o mesmo modelo do Rio Open?
Os objetivos macro são os mesmos, mas aqui deve ser ainda mais forte por dois motivos. Primeiro, Miami fica a um passo do Brasil. O mesmo público de C-level que a gente busca no Brasil, que gosta de tênis ou está de férias lá, também vai ser atingido. É um evento que vai englobar mais de um país. Além de dar o primeiro passo nos Estados Unidos, consigo levar um público brasileiro bem selecionado para a ativação. Segundo, temos a parceria com o Andre Agassi, que vai participar das ativações. Ele vai atrair gente que talvez não nos conheça, e a chance de bater uma bola com ele é um atrativo. Ano passado fizemos uma ação em que jogamos pickleball com ele, foi muito legal. Por estar mais próximo, vai ser mais fácil explorar isso.
Vocês querem conversar com um público decisor nas empresas. Por que o tênis, e não outro esporte de elite, como o golfe ou o automobilismo?
A participação do C-level é um dos elementos, mas o tênis é mais completo. Exige a cabeça concentrada além do físico, é um dos esportes mais associados à longevidade, e tem a comunidade, que é positiva. O golfe é famoso nos Estados Unidos e menos no Brasil. O automobilismo também tem seu público, mas na hora de priorizar escolhemos o tênis. Em paralelo, na nossa base os esportes de raquete cresciam muito. Dependendo do país, é o beach tennis no Brasil, o pickleball nos Estados Unidos. O tênis acaba sendo o grande guarda-chuva que cobre vários países.
A longevidade virou tema central na comunicação de vocês?
Se olhar para o passado, não era um dos temas. Mas percebemos que o que a gente faz tem tudo a ver com longevidade. Os protocolos pedem estar bem fisicamente e mentalmente, dormir bem, comer bem, ter vida social saudável, ver a luz do sol. Estamos em pelo menos metade desses tópicos. Não é um tema discutível, é baseado em ciência. A direção é essa. Foi curioso porque vendemos muito para empresas. Por que a empresa estaria preocupada com a sua longevidade, se quando você ficar mais velho já não estará lá? Pensando nisso, vimos que o protocolo para produzir bem hoje, estar bem consigo mesmo e animado é cerca de 80% igual ao da longevidade. A empresa também ganha, porque o funcionário produz mais no curto prazo e custa menos para o plano de saúde. A associação ficou mais forte conforme o tema amadureceu.
O que está planejado em termos de ativações para o Miami Open?
Ainda não temos o plano final fechado, estamos em fase de brainstorming. Mas vai ser algo holístico: ingressos para acompanhar os jogos, clínicas, algo com o Agassi, ações com academias parceiras, experiências com tênis e pickleball, que é forte lá. Também queremos fazer desafios para a base de usuários, em que quem cumprir critérios de engajamento concorre a ir ao Miami Open ou a bater uma bola com o Agassi. Esse é o direcional.
Qual a importância do Brasil e dos Estados Unidos para a estratégia de vocês?
Brasil e Estados Unidos são nossos dois principais mercados, e o terceiro é a Alemanha. Cada vez mais, empresas grandes que atuam em vários países buscam soluções globais. Pense em plano de saúde: uma empresa global precisa contratar planos locais em cada país. Com o Wellhub, ela pluga os 19 países, tem um painel de controle e o funcionário que viaja pode usar o mesmo plano em qualquer um deles. Isso facilita muito para quem opera em vários mercados. Os mercados seguem o PIB e a população formalmente empregada, porque vendemos B2B e precisamos de gente em empregos que dão benefício. Em volume, o Brasil é ainda mais relevante, e em receita nova, os Estados Unidos. E cada país novo em que entramos cresce mais rápido do que o anterior, por causa da experiência global acumulada.
O mercado de benefícios está mais pulverizado, com mais concorrentes. Quais são os diferenciais da Wellhub?
Primeiro a empresa tem que decidir investir em bem-estar. Depois vem a pergunta de qual é a melhor solução. Eu consigo entregar todos esses pilares, com uma rede em 19 países e marcas de academia que só eu tenho. Mas o que mais pesa é o engajamento. Temos 60 mil clientes e muita experiência em converter alguém que está no sofá em alguém que faz algo pelo bem-estar. A empresa não quer só acesso, quer que a pessoa sedentária se mexa. Globalmente, somos quem melhor consegue fazer isso. Para a academia parceira, a lógica é a incrementalidade. Se trago mais gente para o mercado, que hoje não faz nada e passa a jogar tênis, fazer ioga ou pilates, essa pessoa é incremental para o mercado de fitness, nem estava no sistema da academia. Se eu só levasse quem já pagava, ou canibalizasse a academia, o valor adicionado seria baixo, talvez negativo. Se cresço o mercado, todo mundo extrai valor. Esse é o grande segredo do nosso crescimento, e preciso garantir que isso aconteça em cada país.
O Wellhub patrocinará o Miami Open presented by Itaú e o Rio Open apresentado pela Claro nas edições de 2027, 2028 e 2029. A empresa estreia como patrocinadora em Miami e mantém uma parceria de dois anos com o torneio carioca.
O Wellhub escolheu o tênis para se aproximar de executivos e associar a marca a bem-estar e longevidade. Segundo Leandro Caldeira, CMO do Wellhub, o esporte também reúne oportunidades de relacionamento com clientes, usuários, parceiros de canal e donos de academias.
Segundo dados do Wellhub, os check-ins de tênis no Brasil cresceram 97% em 2025 na comparação com 2024, enquanto a prática quase triplicou em dois anos. No mundo, os check-ins da modalidade avançaram 85% no mesmo período.
O plano ainda não está fechado, mas deve incluir ingressos, clínicas, ações com academias parceiras e experiências com tênis e pickleball. Segundo Leandro Caldeira, o Wellhub também pretende criar desafios que podem levar usuários ao torneio ou a uma atividade com Andre Agassi, embaixador global da empresa.
Brasil e Estados Unidos são os dois principais mercados do Wellhub, seguidos pela Alemanha. Segundo Leandro Caldeira, o Brasil tem maior peso em volume, enquanto os Estados Unidos lideram em receita nova.
Quase 60 mil empresas em 19 países oferecem o Wellhub aos funcionários. A plataforma reúne mais de 120 mil parceiros de fitness, meditação, terapia, nutrição e sono em uma única assinatura.