Líderes Extraordinários
Apresentado por YPO

A transformação da liderança. Sim, os tempos mudaram

Como o ESG está redefinindo comportamento dos líderes nas organizações

Aquela piada sobre o outro nunca coube, mas hoje está condenada e as novas gerações cobram, com razão, uma atitude mais responsável dos nossos líderes   (hamzaturkkol/Getty Images)

Aquela piada sobre o outro nunca coube, mas hoje está condenada e as novas gerações cobram, com razão, uma atitude mais responsável dos nossos líderes   (hamzaturkkol/Getty Images)

Publicado em 9 de maio de 2023 às 07h10.

Última atualização em 10 de maio de 2023 às 14h45.

Priorizar nos meus resultados Google

Do alto de 2023 parece impensável que um gestor de fábrica faça uma piada sobre a transparência da roupa de uma operadora de máquina. Que um executivo levante no colo uma funcionária numa festa de fim de ano em meio a brincadeiras e risadas. Que um coordenador de finanças faça comentários racistas a um par seu no meio de uma apresentação. Que o diretor comercial humilhe o vendedor que menos vendeu no mês fazendo ele levantar o “troféu” do último colocado. Que na entrevista de admissão o entrevistador pergunte à entrevistada se ela “aguenta o tranco” tendo dois filhos em casa. 

Eu cresci num mundo corporativo que não foi só inspiração, mas também rodeado de histórias de desrespeito e falta de empatia. E, infelizmente, esses comportamentos ainda sobrevivem em vários times e organizações. Ao longo das décadas foram (e ainda são) toleradas ou tratadas como apenas uma piada por milhares de líderes e gestores.

ESG: o papel das lideranças

Tendo esses comportamentos em perspectiva, fala-se muito do papel do ESG (sigla em inglês para Ambiente, Sociedade e Governança) pela ótica da nossa relação com o planeta ou da promoção da diversidade. Mas tão importante quanto essas transformações é a mudança da nossa ampla liderança nas empresas. Aquela piada sobre o outro nunca coube, mas hoje está condenada e as novas gerações cobram, com razão, uma atitude mais responsável dos nossos líderes.

Mas como promover a mudança se o comportamento persiste em alguns núcleos, em velhos hábitos arraigados e muitas vezes envelopado na esfarrapada desculpa do “ele é assim mesmo”? 

A transformação tem que vir do exemplo da alta liderança das organizações. Não é o código de conduta da empresa e nem o RH que farão o papel. Mas será contagiante quando o C-level gabaritar o tema e não permitir desrespeito algum nas relações internas. 

Novos ou antigos de casa aprendem rapidamente pelo exemplo. E quando menos se espera novos adeptos estarão emulando um ambiente de respeito e confiança que passa a ser o padrão e a base para construção de um time de alta performance. Alguém dirá que é exagero dos novos tempos, mas novos líderes estão chegando e eles dirão que não tem mais volta ao passado. 

Acompanhe tudo sobre:branded-contentLíderes Extraordinários

Mais de Líderes Extraordinários

Governança como teatro: quando o ritual substitui a decisão

Enquanto o mercado volta para o escritório, a gente continua de casa

Sucesso exige olhar amplo

A Ajinomoto sabe algo que o Brasil ainda não aprendeu