Foguete SEBIT: veículo da InnoSpace foi lançado do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, em 19 de agosto (Divulgação/Innospace)
Redatora
Publicado em 1 de setembro de 2026 às 20h16.
A InnoSpace divulgou imagens do primeiro voo de teste do foguete suborbital SEBIT, realizado em 19 de agosto no Centro Espacial de Alcântara, no Maranhão.
De acordo com comunicado da empresa, o lançamento ocorreu às 16h30, no horário de Brasília. O foguete decolou normalmente, mas apresentou um desvio da trajetória planejada durante o voo. Diante da alteração, a Força Aérea Brasileira (FAB) acionou o Sistema de Terminação de Voo (FTS), que interrompeu a operação conforme os procedimentos de segurança do centro de lançamento.
Segundo a InnoSpace, o foguete caiu dentro da zona de segurança marítima brasileira. Não houve vítimas nem danos às instalações.
O vídeo divulgado pela empresa reúne registros dos preparativos da operação e do momento da decolagem do SEBIT.
As imagens foram publicadas 13 dias após o voo, que não havia sido transmitido ao público.
O desvio da trajetória ocorreu depois que o foguete iniciou o voo. A causa da alteração ainda está sendo investigada pela InnoSpace.
A empresa informou que analisa os dados da missão para identificar as circunstâncias que levaram à interrupção.
Além da causa do problema, a companhia também avalia informações sobre a altitude, a distância e o tempo de voo alcançados pelo veículo.
Apesar do encerramento antecipado, a InnoSpace informou que obteve dados de sistemas importantes para a operação. Entre eles estão o lançador, o sistema de propulsão, a orientação, a navegação, o controle e o rastreamento.
A empresa pretende usar essas informações para identificar melhorias e aprimorar o desempenho, a confiabilidade e a estabilidade operacional do SEBIT.
O SEBIT é um foguete suborbital multifuncional de estágio único, desenvolvido pela empresa sul-coreana InnoSpace. O veículo é equipado com um motor híbrido de 3 toneladas de empuxo e foi projetado para transportar cargas úteis a altitudes de até 100 quilômetros.
A proposta é utilizar o foguete em testes e demonstrações de tecnologias e em pesquisas científicas de alta altitude e microgravidade.
Segundo comunicado, a InnoSpace pretende atuar nesse mercado em setores como espacial, defesa, biomedicina e novos materiais. O lançamento em Alcântara ocorreu por meio de contrato com a ALADA (Companhia Brasileira de Projetos Aeroespaciais), enquanto a Força Aérea Brasileira supervisiona as operações no centro espacial.