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Seis razões para o otimismo nas bolsas

Bank of America Merrill Lynch mostra quais são os pontos que o levam a crer que há mais motivos para otimismo que pessimismo no mercado

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Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h34.

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A arrancada de mais de 50% nas bolsas mundiais logo após a crise que foi considerada a mais grave desde 1929 está deixando muitos investidores ressabiados. Em relatório, o Bank of America Merrill Lynch afirma que não se surpreenderia se houvesse uma queda de 5% ou 10% nas bolsas, mas acredita que há mais motivos para o otimismo que para o pessimismo no mercado acionário. "Podemos ver um recuo como uma oportunidade de compra, não como um sinal de grande correção no mercado", destaca a instituição.

Em seu estudo, o Bank of America Merrill Lynch aponta seis fatores que sustentam a visão de que as bolsas devem continuar subindo nos próximos meses. Veja a seguir.

1 - Historicamente, este rali está defasado: o Bank of America Merrill Lynch explica que desde março, quando o S&P 500, índice que reúne as 500 maiores empresas da Bolsa de Nova York, registrou seu menor valor, as ações subiram 50%, percentual considerado moderado se comparado à queda acumulada anteriormente. A instituição explica que há uma forte relação entre o tamanho da queda e sua recuperação. Em sete meses, o S&P 500 recuperou apenas 43% desde seu ponto mais baixo. Historicamente, deste ponto até a recuperação total, o mercado precisaria subir 65%. "Por isso, esse rali não pode ser visto como um exagero", destaca o Bank of America Merrill Lynch.

2 - Os investidores continuam pessimistas: apesar da melhora no humor do mercado no decorrer do ano, os investidores mantêm-se céticos em relação à recente alta da bolsa. As projeções dos analistas do Bank of America Merrill Lynch mostram que ainda há muito espaço para novas altas na bolsa americana antes que a valorização seja considerada exagerada.

3 - Suporte macroeconômico: já há sinais que mostram que a crise econômica está ficando para trás. As projeções do Bank of America Merrill Lynch apontam um crescimento de 3% no Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos em 2010. (continua)


4 - Expectativa de crescimento sustentável a partir do quarto trimestre: o Bank of America Merrill Lynch espera que o lucro por ação das empresas listadas na Bolsa de Nova York volte a ser positivo nos últimos três meses de 2009. Esse movimento deve se repetir em 2010 e 2011, impulsionado pela valorização das commodities, das empresas exportadoras e do setor financeiro.

5 - Potencial de valorização: com a expectativa de ganhos a partir do quarto trimestre, o Bank of America Merrill Lynch espera que o S&P 500 chegue aos 1200 pontos nos próximos 12 meses. Atualmente, o indicador encontra-se na casa de 1070 pontos.

6 - Ações estão mais atrativas que os títulos públicos: com os títulos de 10 anos do Tesouro americano pagando juros de 3,2% ao ano, e os dividendos do S&P 500 em 2,1% ao ano, o investimento em ações está se tornando mais atraente, já que embute a perspectiva de ganho não só com os dividendos, mas também com a valorização dos papéis. Além disso, quem investir em ações poderá se beneficiar de incentivos fiscais.

Para o Bank of America Merrill Lynch, os juros nos Estados Unidos continuarão baixos até 2011, quando o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) voltará a elevar gradativamente as taxas. Por outro lado, o banco vai precisar de 2 trilhões de dólares para quitar dívidas, devendo pagar melhores rendimentos para refinanciar os débitos.


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