Leilão da Receita: entre os itens disponíveis estão eletrônicos, veículos e mais (Receita Federal/Divulgação)
Publicado em 9 de setembro de 2026 às 09h57.
Última atualização em 9 de setembro de 2026 às 10h00.
A Receita Federal em São Paulo realiza, em 15 de setembro, um novo leilão de mercadorias apreendidas ou abandonadas. Entre os itens disponíveis estão eletrônicos, veículos, instrumentos musicais, perfumes, cosméticos, bolsas, calçados e artigos esportivos.
As propostas podem ser apresentadas até as 21h da próxima segunda-feira, 14. A sessão para classificação das propostas e apresentação dos lances está prevista para as 10h do dia seguinte.
Entre os destaques estão:
Para apresentar uma proposta, é necessário acessar o Sistema de Leilão Eletrônico pelo Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC), selecionar o edital nº 0800100/000010/202 da Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil da 8ª Região Fiscal e escolher o lote de interesse.
Depois, o participante deve clicar em “incluir proposta”, aceitar os termos e condições e informar um valor superior ao lance mínimo definido pela Receita Federal.
Pessoas físicas precisam ter 18 anos ou mais, ou serem emancipadas, estar inscritas no CPF e possuir selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema Gov.br.
No caso de pessoas jurídicas, é necessário ter CNPJ regular. O responsável pela empresa ou procurador também deve possuir selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do governo federal.
Quem pretende participar de um leilão da Receita Federal precisa ficar atento a algumas regras antes de fazer uma proposta. As mercadorias são vendidas no estado e nas condições em que se encontram, sem garantia de funcionamento ou ausência de avarias. A Receita não se responsabiliza por eventuais defeitos e não aceita reclamações ou devoluções após a compra.
Outro ponto de atenção são os golpes. O leilão oficial acontece exclusivamente pelo e-CAC, e o pagamento deve ser feito apenas por meio de DARF. Sites falsos que simulam a plataforma ou solicitam pagamentos via Pix, boletos comuns ou transferências bancárias não fazem parte do processo oficial.
Também não é possível desistir após a apresentação de uma proposta ou após a arrematação de um lote. Os lances são considerados de responsabilidade do participante e, caso o comprador não faça o pagamento, pode sofrer sanções administrativas e até consequências na esfera penal.
Além do valor do lance, o comprador precisa considerar custos adicionais. A Receita Federal não realiza a entrega dos produtos, deixando sob responsabilidade do arrematante despesas como frete, eventuais taxas de armazenagem e possíveis cobranças de ICMS.
O prazo para retirada dos produtos também exige atenção. Após a arrematação, o comprador normalmente tem 30 dias para retirar o lote. Caso o bem seja pago, mas não seja retirado dentro do prazo, ele pode ser declarado abandonado, com perda do produto e do valor desembolsado, sem direito a restituição.
Por fim, o leilão não funciona como uma loja virtual comum. Trata-se de um processo licitatório com regras específicas, e alguns lotes podem exigir licenças, autorizações ou condições especiais para retirada, conforme definido no edital de cada operação.