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Quer comprar um carro usado? Veja as dicas do CEO da Webmotors

Eduardo Jurcevic analisa mudanças de preferências do brasileiro no mercado em razão do aumento de preços de automóveis no último ano e conta o que esperar em 2022
Eduardo Jurcevic, CEO da Webmotors: preços de carros usados tendem a subir menos neste ano do que em 2021 | Foto: Divulgação (Divulgação/Webmotors)
Eduardo Jurcevic, CEO da Webmotors: preços de carros usados tendem a subir menos neste ano do que em 2021 | Foto: Divulgação (Divulgação/Webmotors)
Por Marcelo SakatePublicado em 06/01/2022 06:50 | Última atualização em 06/01/2022 06:47Tempo de Leitura: 7 min de leitura

2021 foi o ano da volta por cima do carro usado. Deixado de lado em anos recentes em razão do apelo do modelo zero quilômetro e da facilidade de financiamento com taxas de juros mais baixas, ele renovou seu status de objeto de desejo com a limitação na oferta de veículos novos por causa da falta de semicondutores e outros componentes.

As vendas de carros usados responderam até novembro -- dados mais recentes divulgados -- por cerca de 85% do total negociado no mercado brasileiro, acima da fatia média histórica entre 70% e 75%. A diferença fica com modelos 0 km.

Diante da demanda aquecida, o preço médio do carro usado subiu em média 16% nos 12 meses até novembro, segundo dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), calculado pelo IBGE. Mas há casos de modelos usados cujos preços ficaram de 30% a 40% mais altos no último ano.

"Todo mundo teve que se voltar para o mercado de usados por causa do valor alto ou da espera por um novo e esse desequilíbrio entre oferta e demanda pressionou os preços de forma inédita", afirmou Eduardo Jurcevic, CEO da Webmotors, marketplace líder nacional em compra e venda de usados, em entrevista à EXAME Invest.

O marketplace da Webmotors, que pertence 70% ao Santander (SANB11) e 30% ao grupo australiano Carsales, tem cerca de 300 mil carros em estoque no país.

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Jurcevic, no entanto, disse acreditar que o fenômeno não deve se sustentar neste ano. "Não será uma tendência nem achamos que carro usado vai virar um investimento, como algumas pessoas cogitaram."

"A valorização do carro chega a um ponto em que o consumidor diz 'acima desse valor eu já não aceito pagar. Fico com o meu automóvel atual ou sem nenhum'. E estamos nos aproximando desse patamar, dado que os estoques dos marketplaces de veículos voltaram a crescer nos últimos quatro meses", disse o CEO da Webmotors.

3 dicas para quem vai comprar ou vender

 

Para quem pretende comprar ou vender o carro em 2022, a recomendação de Jurcevic é pesquisar bastante -- indo além da página inicial dos sites -- e comparar os valores. É uma tarefa que ficou facilitada com o advento dos marketplaces digitais, dispensando em tempos de pandemia a ida ao feirão no domingo ou às lojas especializadas.

"Apesar da alta dos preços, quem pesquisa mais acaba encontrando aquele proprietário que precisa se desfazer do veículo com alguma pressa ou o lojista que necessita reduzir o estoque. E isso significa preços melhores."

A segunda dica é a famosa insistência na negociação. "Tem que pechinchar se quiser valores mais baixos."

A terceira recomendação é avaliar o carro tambem pela necessidade, e não só pela estética, como é um comportamento padrão do brasileiro ao procurar um modelo. "A pandemia trouxe novas rotinas para as pessoas. Muitas ficam mais tempo em casa. O consumidor pode se perguntar se realmente precisa de certas características", afirmou.

Segundo Jurcevic, a expectativa de executivos do setor automotivo aponta para uma normalização da produção de carros novos a partir do quarto trimestre do ano, ou seja, de outubro em diante. Caso esse cenário se confirme, apenas em 2023 mudaria a dinâmica de mercado que prevaleceu no ano passado e que deve se repetir neste ano em menor grau, em que a oferta ainda fica apertada e, por tabela, acaba pressionando os preços.

Preços em alta impactam preferências

 

A Webmotors realizou no fim de 2021 a sua tradicional pesquisa com usuários para mapear tendências de comportamento para o ano que começa. Um dos destaques foi justamente o impacto do preço do carro usado nos planos dos brasileiros.

Entre os que já possuem um automóvel, um em cada quatro entrevistados (23% do total) citou a frase "o valor do meu carro atual aumentou e quero aproveitar o momento" como principal motivo para a intenção de troca. Na pesquisa realizada um ano antes, antes do fenômeno do encarecimento, esse motivo sequer havia sido mencionado.

Outro destaque foi o elevado percentual de intenção de compra apesar dos preços nas alturas: o equivalente a 95% dos usuários -- foram cerca de 2.400 entrevistados no fim de novembro -- disseram pretender comprar ou trocar de carro em 2022. São índices que, em geral, ficam na casa dos 90%, mas cujo aumento foi puxado pela parcela que não possui hoje um automóvel.

"É um resultado que surpreende diante da expectativa de um ano com cenário complexo na economia, com a inflação alta, e na política, com as eleições. A preferência por diferentes modais de transporte, que era algo que estava crescendo, perdeu força com a pandemia. E o carro voltou a ocupar esse espaço de forma mais dominante", avaliou Jurcevic.

A Webmotors estima ter encerrado o ano passado com um crescimento pouco acima dos 20% em volume de negociações na comparação com 2020. Para 2022, Jurcevic não abre projeções, mas se diz otimista.

Por outro lado, no pequeno grupo de 5% dos entrevistados que disseram não ter intenção de comprar ou trocar de carro em 2022, mais da metade (53%) apontou "os preços estão muito altos" como principal razão. E, logo a seguir, 23% das pessoas citaram o "aumento das taxas de juros" como motivo para não querer comprar um veículo.

A pesquisa também mostrou que os efeitos mais evidentes da pandemia perderam força. Um exemplo é a aversão ao transporte público como motivo para que consumidores que não tinham carro pensassem em adquirir um usado. Esse fator havia sido citado por 66% das pessoas em 2020 e ficou abaixo da metade em 2021, em 32%.

Veja abaixo outros cinco destaques da pesquisa:

1. Cresce o uso do carro 

78% dos entrevistados disseram que passaram a usar mais o carro em 2021, um reflexo da volta gradual da rotina de trabalho, escola etc. dos brasileiros em relação ao ano anterior, com a preferência pelo veículo em detrimento de outros modais de mobilidade, como aplicativos, transporte público e motos ou bicicletas, entre os mais citados.

2. Compra à vista

Um em cada três brasileiros (31%) donos de automóveis disse que pretende comprar um modelo à vista; o fato é atribuído por Jurcevic à provável disponibilidade de renda de brasileiros de classes AB que reduziram seus gastos com viagem e lazer. Mas a principal forma de pagamento ainda é o financiamento parcial, citado por 57% do total.

3. Modelo preferido

Pela primeira vez desde que a pesquisa é realizada, o SUV foi citado por mais da metade dos brasileiros como o modelo de carro preferido para a compra, com 51% do total, reforçando uma tendência que já vinha de alguns anos. Logo atrás foram citados sedans pelo público que já tem um carro atualmente, o que sinaliza uma necessidade por espaço interno; o grupo que hoje não tem automóvel citou modelos hatch como a segunda opção logo depois dos SUVs.

4. Caro, mas não sem conforto

Houve um tempo em que muitos brasileiros abriam mão de itens de conforto como ar condicionado, direção hidráulica e vidros elétricos para conseguir comprar um carro. Esse tempo ficou para trás, segundo indica a pesquisa.

Três em cada quatro consumidores (72%) do grupo que disse que o preço alto pode desestimular a compra apontaram que não estão dispostos a abrir mão de equipamentos de conforto e conectividade em nome de valores mais acessíveis. Ou seja, se não for para comprar o modelo com as características desejadas, melhor não adquirir nenhum.

5. Elétricos e híbridos: razão que pesa mais

Apenas 7% dos entrevistados que possuem carro e pretendem trocar neste ano disseram ter preferência por modelos híbridos (6%) e elétricos (1%). A principal razão não é o meio ambiente, que foi citada em 42% das respostas múltiplas, mas, sim, a economia esperada com combustíveis -- 83% dos entrevistados mencionaram esse fator como motivador. Sinal dos tempos, dado que o litro tanto da gasolina como do etanol aumentou cerca de 50% em 2021.