PIS/Pasep 2026: consulta ao abono salarial pode ser feita pela Carteira de Trabalho Digital (Marcelo Camargo/Agencia Brasil/Agência Brasil)
Redação Exame
Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 08h27.
A partir desta quinta-feira, trabalhadores poderão consultar se têm direito ao abono salarial do PIS/Pasep em 2026, referente ao ano-base 2024. A verificação pode ser feita pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital ou pelo portal gov.br.
Cerca de 25,4 milhões de pessoas terão direito ao benefício neste ano, com desembolso total estimado em R$ 32,3 bilhões. O prazo para saque vai até o fim de dezembro de 2026.
Na consulta, o trabalhador pode verificar o valor do abono, o banco responsável pelo pagamento e a data prevista para o depósito.
O primeiro lote de pagamento será liberado no dia 15 de fevereiro, no valor total de R$ 2,5 bilhões, para trabalhadores nascidos em janeiro.
Nesse grupo, 1,8 milhão de trabalhadores da iniciativa privada inscritos no PIS receberão o benefício por meio da Caixa Econômica Federal. O montante destinado a esse público soma R$ 2,29 bilhões.
Além disso, 217,2 mil servidores públicos inscritos no Pasep serão contemplados. O pagamento, que totaliza R$ 301,9 milhões, será feito pelo Banco do Brasil.
O valor do abono salarial em 2026 varia de R$ 136 a R$ 1.621, de acordo com o número de meses trabalhados em 2024. Receberá o valor máximo apenas quem trabalhou durante todo o ano, de janeiro a dezembro.
O cálculo é feito com base no salário mínimo de 2026, fixado em R$ 1.621. O valor é dividido por 12 e multiplicado pela quantidade de meses trabalhados no ano-base.
A partir de 2026, passam a valer regras mais rígidas para ter direito ao abono salarial. Terá acesso ao benefício quem trabalhou com carteira assinada ou como servidor público por pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, em 2024, e recebeu até R$ 2.765,92 por mês.
Antes, o limite de renda era de dois salários mínimos. A mudança foi incluída em uma proposta de emenda à Constituição (PEC) aprovada no fim de 2024 como parte de um pacote fiscal do governo Lula.
O novo valor de referência será reajustado apenas pela inflação até alcançar o equivalente a um salário mínimo e meio. Como o salário mínimo tem reajustes acima da inflação, o governo estima que essa transição será concluída em 2035.
Os pagamentos seguem o mês de nascimento do trabalhador ou servidor público:
Caso o trabalhador não saque o valor na data de liberação, o resgate poderá ser feito até o último dia do calendário bancário de 2026. Após esse prazo, o dinheiro retorna aos cofres públicos.
Têm direito ao abono salarial os trabalhadores que atendem simultaneamente aos seguintes critérios:
Não têm direito ao benefício empregados domésticos e trabalhadores rurais ou urbanos contratados por pessoa física.
A consulta pode ser feita pela Carteira de Trabalho Digital ou pelos aplicativos Caixa Trabalhador e Caixa Tem.
Na Carteira de Trabalho Digital, o passo a passo é:
Na Caixa Econômica Federal, o pagamento será feito prioritariamente por crédito em conta corrente, poupança ou Conta Digital. Também poderá ser depositado em conta poupança social digital aberta automaticamente pelo Caixa Tem.
Para quem não é correntista, o saque poderá ser feito em agências, lotéricas, terminais de autoatendimento e correspondentes Caixa Aqui.
No Banco do Brasil, o pagamento será feito preferencialmente por crédito em conta. Também será possível receber por TED, Pix ou diretamente nas agências.
O abono pode ser sacado até o último dia do calendário bancário de 2026. Após esse prazo, os valores não retirados serão transferidos ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Ainda assim, o trabalhador poderá solicitar o resgate por meio de requerimento ao Ministério do Trabalho e Emprego. O prazo legal para essa solicitação é de cinco anos, contados a partir do encerramento do calendário anual.