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Mercado financeiro vive dia de quebra de recordes

Bolsas no Brasil e nos Estados Unidos bateram marcas históricas, enquanto o dólar caiu a R$ 2 - o menor valor desde 2001

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Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h34.

Esta quinta-feira, 3 de maio, ficou registrada como o dia da quebra de recordes no mercado financeiro mundial. Pela primeira vez na história, o Índice da Bolsa de São Paulo (Ibovespa) superou a marca dos 50.000 pontos, chegando aos 50.318 na máxima do dia. A Bovespa encerrou o pregão de hoje em alta de 1,51%, aos 50.218 pontos, e com volume negociado de 3,7 bilhões de reais.

Aqui no Brasil, os negócios foram impulsionados pelos dados positivos referentes à economia americana, que surpreenderam o mercado. A produtividade aumentou, sem que tenha havido pressão de custos de mão-de-obra.

De acordo com o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, o ganho de produtividade no primeiro trimestre foi de 1,7% (taxa anualizada), percentual muito acima do 0,8% previsto. O custo da mão-de-obra, por sua vez, cresceu apenas 0,6% no período. Concomitantemente, o número de pedidos de auxílio-desemprego caiu, enquanto o índice de atividade do setor de serviços, subiu de 52,4 em março para 56,0 em abril, superando a previsão de 53,5.

A divulgação de resultados das empresas de capital aberto também chamaram a atenção dos investidores. Hoje, a Gerdau contabilizou lucro de 869,4 milhões de reais nos primeiros três meses de 2007, crescimento de 4,4% ante mesmo período do ano passado. Com o resultado, as ações preferenciais da companhia subiram 2,94%, fechando o dia cotadas a 42,01 reais.

Já a Braskem anunciou queda de 14% em seu lucro líquido, para 107 milhões de reais no primeiro trimestre. O número negativo fez com que as ações preferenciais da companhia figurassem entre as maiores quedas do Ibovespa, tendo encerrado o dia desvalorizadas em 1,09%, cotadas a 17,51 reais.

As ações da Lojas Renner, que ontem registraram alta de 7,93% em função da divulgação de aumento de 23,6% em seu lucro, para 310,3 milhões de reais, hoje registraram forte queda, de 4,09%, com as ações cotadas a 29,76 reais. De acordo com analistas, a queda foi gerada por rumores no mercado de que uma corretora teria aconselhado a venda dos papéis.

Estados Unidos

Na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), os números positivos da economia americana agradaram o mercado, fazendo com que o índice S&P500 ultrapassasse pela primeira vez, desde setembro de 2000, a marca dos 1.500 pontos. No final do pregão, o S&P500 registrava 1.502,39 pontos, alta de 0,43%.

O índice Dow Jones Industrial, que na semana passada bateu a marca histórica dos 13.000 pontos, registrou seu terceiro recorde consecutivo, encerrando o dia em alta de 0,22%, aos 13.241,38 pontos. Nos últimos 25 pregões, o índice apresentou valorização em 22, a maior seqüência de altas desde 1929.

Câmbio

No mercado de câmbio, o dólar à vista, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) bateu nesta quinta-feira a barreira psicológica dos 2 reais, sendo negociada na mínima do dia a 2,009 reais - o menor valor desde fevereiro de 2001.

Com a forte queda da cotação da moeda americana, o Banco Central decidiu atuar no mercado, comprando 3 bilhões de dólares por meio de um leilão de swap cambial reverso (equivalente a uma compra de dólares no mercado futuro). A autoridade monetária pagou no mercado à vista 2,027 reais por dólar, o que corresponde a um prêmio de 0,15%. A interferência fez com que a moeda subisse, finalizando o dia em alta de 0,2%, a 2,027 reais.

Com informações de agências internacionais.

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