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IA perde para Youtube como fonte de informação sobre investimentos

Mais de um terço da população se informa por meio do Youtube, aponta Anbima

Finanças: redes sociais aparecem como o principal meio que o brasileiro se informa sobre investimentos (IA/ChatGPT/Exame)

Finanças: redes sociais aparecem como o principal meio que o brasileiro se informa sobre investimentos (IA/ChatGPT/Exame)

Rebecca Crepaldi
Rebecca Crepaldi

Repórter de finanças

Publicado em 19 de abril de 2026 às 14h30.

Apesar do avanço da inteligência artificial (IA) nos últimos anos, quando o assunto é finanças, ela não é a protagonista – mas vem ganhanddo seu espaço.

A 9ª edição do ‘Raio X do Investidor Brasileiro 2026’ da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) em parceria com o Datafolha, mostrou que, na verdade, o Youtube segue sendo o principal canal dei informação.

Na sequência, 27% dos respondentes afirmaram que se informam pelo Instagram e 21% pela televisão. O WhatsApp (15%) aparece apenas em sexto lugar, mas na frente de revistas e jornais (14%). A IA fica por último, com 9% das respostas.

Apesar disso, ela vem, aos poucos, se tornando um meio de informação. Metade da geração Z se informa através da IA, enquanto mais de um terço dos millenials entram nessa conta. Quando observado as classes sociais, as classes A e B trazem números surpreendentes: quase 60% se informam com a IA.

Quem orienta?

As redes sociais são, então, as protagonistas, mas no sentido de orientação, é o gerente presencial quem dá a letra. Entre todos os participantes da pesquisa, 26% responderam que é ele a principal figura, seguindo por parentes e amigos (18%) e aplicativos e sites de bancos (11%).

Os boomers, aqueles com 65 anos ou mais, são os que mais gostam dos gerentes presenciais, enquanto a geração Z, surpreendentemente, prefere amigos e parentes (23%), que está a frente, inclusive, da tecnologia: apps e sites de bancos (14%) e site de notícias (12%).

Os finfluencers também vêm ampliando sua influência no debate sobre investimentos, somando 310,7 milhões de seguidores — alta superior a 300% em cinco anos — em um universo de 904 perfis monitorados. Ao todo, foram 468 mil posts e 1,3 bilhão de interações.

Entre os temas mais citados, as criptomoedas lideram em volume de menções, enquanto os fundos de investimento aparecem como o conteúdo que mais engaja o público. O movimento indica tanto o interesse por ativos mais voláteis quanto pela busca por produtos financeiros mais estruturados.

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