WEG: 5 destaques do resultado do primeiro trimestre

Balanço da companhia de máquinas e equipamentos industriais superou as expectativas do mercado
WEG: lucro líquido do período foi de R$ 943,9 milhões (WEG/Divulgação)
WEG: lucro líquido do período foi de R$ 943,9 milhões (WEG/Divulgação)
Guilherme Guilherme
Guilherme Guilherme

Publicado em 27/04/2022 às 08:49.

Última atualização em 27/04/2022 às 08:55.

A WEG (WEGE3) superou as estimativas de analistas em balanço divulgado na manhã desta terça-feira, 27. A fabricante de máquinas e motores industriais teve lucro líquido de R$ 943,9 milhões no primeiro trimestre. O consenso da Bloomberg para o período era de lucro R$ 882,5 milhões. O Ebtida de R$ 1,233 bilhão e a receita líquida de R$ 6,828  bilhões também saíram acima das expectativas. Confira os destaques do resultado.

Energia solar

A receita interna com equipamentos para Geração, Transmissão e Distribuição de Energia (GTD), uma das principais frentes da WEG, dobrou de tamanho em relação ao mesmo período do ano passado para R$ 2,014 bilhões. O crescimento foi impulsionada pela geração solar distribuída, beneficiada por mudanças regulatórias.

A WEG é pioneira no fornecimento de soluções em energia fotovoltaica para o mercado nacional e tem 2GW de equipamentos fotovoltaicos distribuídos e 500MW em usinas construídas, segundo o site da empresa.

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Atividade industrial

A demanda por equipamentos e máquinas da WEG pela indústria local se manteve aquecida, segundo o resultado, contribuindo para a receita interna da frente de Equipamentos Eletroeletrônicos Industriais (EEI), que cresceu 11,8% na comparação anual. Em EEI para exportação, que representa a maior fonte de receita da empresa, o aumento foi de 34,8% para R$ 2,184 bilhões.

"A continuidade do investimento industrial observada nos últimos trimestres foi fator importante para os negócios desta área, apesar das incertezas presentes no cenário macroeconômico", disse a Weg. "Destaque para as vendas de equipamentos de ciclo curto para China e Estados Unidos, que apresentaram aumentos importantes na receita, notadamente em motores elétricos de baixa tensão, com a demanda bastante pulverizada entre diferentes segmentos industriais."

Pressão inflacionária

Os custos dos produtos vendidos da WEG saltaram 42,7% para R$ 4,933 bilhões em relação ao mesmo período do ano passado, resultando em uma queda de 4,1 ponto percentual da margem bruta para 31,0%. A alta de preços do cobre e aço, matérias-primas para os equipamentos da companhia, "foram fatores decisivos para a redução das margens".

Efeito dólar

A receita com mercado externo da WEG caiu 8% na comparação trimestral para R$ 3,357 bilhões. A queda foi impactada pela desvalorização da cotação média do dólar no período, que saiu de R$ 5,48, no quarto trimestre, para R$ 5,23, de acordo com empresa. A desvalorização da moeda americana levou a uma mudança da proporção da receita externa, que caiu de 56% para 49% em relação ao total.

Mais investimentos

O Capex da WEG cresceu 58% em relação ao mesmo período do ano passado, com R$ 209,6 milhões sendo destinados à expansão e modernização da capacidade produtiva, maquinas, equipamentos e licenças de uso de softwares. Desse montante, 52% foi direcionado às unidades produtivas da WEG no Brasil e o restante para as unidades do exterior.