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S&P rebaixa nota da Odebrecht após prisão de executivos

Segundo a agência de classificação de risco, o rebaixamento reflete a exposição da companhia a maiores riscos de reputação devido a prisões de executivos


	Placa da Odebrecht em Cuanza Sul, Angola
 (jbdodane/Flickr/Creative Commons)

Placa da Odebrecht em Cuanza Sul, Angola (jbdodane/Flickr/Creative Commons)

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Da Redação

Publicado em 23 de junho de 2015 às 20h50.

São Paulo - A Standard & Poor's rebaixou o rating de crédito corporativo da Odebrecht Engenharia e Construção de BBB para BBB-. A perspectiva permanece negativa.

Os ratings locais de longo e curto prazo foram reafirmados em, respectivamente, brAAA e brA-1+. A perspectiva para esta nota de longo prazo, no entanto, foi revisada para negativa, de estável.

Segundo a agência de classificação de risco, o rebaixamento reflete a exposição da companhia a maiores riscos relacionados à reputação após a prisão de cinco de seus executivos, incluindo o presidente da controladora, Odebrecht S.A.

"Nós não vemos a prisão de Marcelo Odebrecht, presidente do grupo, como um problema para as operações e atividades do dia a dia da empresa. Ainda assim, o aumento dos riscos relacionados à reputação desencadearam um rebaixamento para o mesmo nível do rating soberano (do Brasil)", disse em nota a S&P, acrescentando que o equilíbrio patrimonial da companhia, assim como sua "forte" liquidez, continuam a mitigar riscos de curto prazo.

"Entretanto, neste momento estamos menos certos de que a empresa poderia passar por um teste de estresse relacionado a um calote soberano. Da mesma forma, não vemos mais uma probabilidade "considerável" de que a companhia não irá ficar inadimplente caso o mesmo aconteça com o país."

Ainda segundo a S&P, a perspectiva negativa reflete a probabilidade (uma chance em três) de um novo rebaixamento nos próximos 18 a 24 meses, em meio ao crescimento dos riscos relacionados às investigações de corrupção sobre diversas empreiteiras brasileiras.

Ela também reflete uma maior exposição da companhia ao risco soberano, dada a piora das condições econômicas em países que ela opera, como Venezuela e Angola.

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