Quer manter a aposta no e-commerce? Esta ação pode dobrar de valor

Sequoia Logística se beneficia do aumento da demanda de players asiáticos, renegocia contratos para repassar os custos com combustíveis e amplia receitas brutas e margens
Centro de distribuição da Sequoia Logística em Embu das Artes, na região metropolitana de São Paulo (Sequoia/Divulgação)
Centro de distribuição da Sequoia Logística em Embu das Artes, na região metropolitana de São Paulo (Sequoia/Divulgação)
Por Da RedaçãoPublicado em 16/03/2022 06:45 | Última atualização em 16/03/2022 01:01Tempo de Leitura: 4 min de leitura

A safra de resultados trimestrais tem confirmado até aqui o momento desafiador para as empresas de e-commerce. O momento macroeconômico adverso, com inflação e juros em patamares elevados e economia enfraquecida, junto com uma concorrência crescente de players estrangeiros, em especial os asiáticos, está afetando os balanços. Mas isso não significa que o investidor adepto da tese de tecnologia e das vendas online não tem onde investir.

Uma das ações com recomendações de compra por analistas de bancos de investimento é a da Sequoia Logística (SEQL3), companhia independente líder em soluções para as empresas de e-commerce que atuam no país, com clientes que estão entre os maiores do mercado, nacionais e estrangeiros.

As ações encerraram a terça-feira, dia 15, negociadas a R$ 10,65. O preço embute um upside (potencial de valorização) em 12 meses da ordem de 115% na avaliação dos analistas Lucas Marquiori, Fernanda Recchia e Aline Gil, do BTG Pactual, em relatório distribuído no começo desta semana depois de encontro com executivos C-Level da companhia.

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"O encontro reforçou que a Sequoia está tomando os passos necessários para mitigar ventos contrários de curto prazo na indústria de logística, enquanto a história de crescimento permanece intacta", apontaram os analistas, que têm recomendação de compra para o papel.

Os analistas destacaram, a partir de informações coletadas no encontro, que a Sequoia está negociando reajustes extraordinários de preços com clientes para repassar o aumento nos preços dos combustíveis e que são fortes as perspectivas para o crescimento do volume de players asiáticos.

A empresa de logística, que tem ações negociadas na B3 desde o IPO (oferta pública inicial, na sigla em inglês) em outubro de 2020, acabou de divulgar os resultados do quarto trimestre do ano passado.

Fernando Stucchi, CFO (executivo-chefe financeiro) da Sequoia, destacou os seguintes pontos à EXAME Invest:

  • A receita bruta chegou a R$ 539,2 milhões no quarto trimestre e a R$ 1,8 bilhão em 2021, com crescimento de 32% e 53%, respectivamente, na comparação com o mesmo período de 2020;
  • No segmento B2C, a receita bruta cresceu 81% no ano passado, somando R$ 1,1 bilhão. Foi uma expansão impulsionada em parte por soluções tecnológicas como a plataforma SFx (Shipping From Anywhere) para pequenos e médios vendedores, atingido mais de 7 milhões de entregas somente no quarto trimestre;
  • O GMV (volume bruto de mercadorias) transacionado e transportado atingiu R$ 13,3 bilhões no quarto trimestre e R$ 46,4 bilhões no ano inteiro;
  • O número total de pedidos chegou a 53,1 milhões em 2021 (+28,6%) e a 18,6 milhões (+51,1%) no trimestre;
  • A margem bruta ficou em 20,4% de outubro a dezembro, acima dos 19,3% registrados no terceiro trimestre e dos 17,0% no segundo, sinalizando uma evolução no indicador.
  • A margem Ebitda (ex-IFRS), por sua vez, ficou em 11,8% no quarto trimestre e em 9,3% no ano, acima do verificado nos mesmos períodos de 2020.

"O crescimento da companhia no quarto trimestre foi robusto e sustentável. A Sequoia continua a entregar crescimento acima do mercado, ganhando market share, ampliando a penetração e consolidando o mercado de entregas de e-commerce", disse Stucchi.

"O trabalho de redução de custo fixo e de trazer sinergias das empresas investidas tem surtido efeito."

Analistas do Santander destacaram em relatório o fato de que a Sequoia tem expandido as margens com a renegociação de contratos para repassar os custos inflacionários, além dos efeitos da maior automação, que concentraram mais da metade dos R$ 12 milhões em investimentos (Capex) no quarto trimestre.

A recomendação do banco é de compra para o papel, com preço-alvo em 12 meses de R$ 22, com upside de mais de 100%.