O ouro bateu novo recorde nesta segunda-feira, 22, ao alcançar US$ 4.420,01 por onça, e fechou o dia cotado a US$ 4.411,01, com alta de 1,7%. Os contratos futuros para fevereiro encerraram em US$ 4.444,00, avanço de 1,3%.
A valorização anual do metal já chega a 67%, impulsionada por demandas de proteção e expectativas de corte nos juros dos Estados Unidos. Segundo analistas de mercado, o ambiente de taxas menores favorece ativos que não oferecem rendimento, como o ouro.
A prata também renovou sua máxima histórica, cotada a US$ 69,44, com ganho diário de 2,5%. No acumulado de 2025, a valorização é de 138%, acima do desempenho do ouro, apoiada por fluxo de investimentos e limitações na oferta global.
Geopolítica e dólar fraco reforçam cenário
A movimentação dos investidores ocorre em meio a um contexto de tensões internacionais e sinalizações de que o Federal Reserve (Fed) poderá cortar juros em 2026. A expectativa por uma política monetária mais branda fortalece os metais preciosos, especialmente diante da desvalorização do dólar frente a outras moedas.
Na análise gráfica, a Reuters afirma que a quebra da barreira dos US$ 4.375 indica potencial de alta até US$ 4.427. Dezembro, historicamente positivo para o setor, também contribui para o otimismo, embora o volume mais baixo no fim do ano possa favorecer correções.
Outros metais também reagem
A alta do ouro e da prata arrastou outros metais para cima. A platina subiu 4,3% e alcançou US$ 2.058,35, o maior nível em mais de 17 anos. O paládio avançou 4,1%, chegando a US$ 1.784,00, valor que não era registrado há quase três anos.