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10 viagens para fazer aos 50 anos, segundo especialistas

Galápagos, Butão, Egito e um rancho na Geórgia estão entre as indicações de agentes ouvidos pela Travel + Leisure para uma fase em que o viajante busca conforto, profundidade e roteiros com a família

Galápagos: Ilha Bartolomé, em Galápagos, sugestão para quem quer roteiros de natureza e conservação sem abrir mão do conforto (Unsplash)

Galápagos: Ilha Bartolomé, em Galápagos, sugestão para quem quer roteiros de natureza e conservação sem abrir mão do conforto (Unsplash)

Gustavo Frank
Gustavo Frank

Jonalista colaborador

Publicado em 4 de outubro de 2026 às 11h03.

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Consultores de viagem de luxo têm percebido uma mudança no comportamento de clientes que chegam à casa dos 50 anos. Após décadas de viagens econômicas com amigos e férias organizadas em torno de filhos pequenos, esse público passa a priorizar conforto, experiências educativas, programas de bem-estar e roteiros que reúnem várias gerações. A leitura aparece em levantamento publicado em julho pela revista americana Travel + Leisure, que listou dez destinos recomendados por agentes da sua seleção A-List para essa fase da vida.

Laura Asilis, fundadora e CEO da agência Travelwise, descreve os 50 anos como uma década em que o viajante fica mais criterioso com o próprio tempo e passa a preferir viagens mais longas e significativas a uma coleção de carimbos no passaporte. Marni Granston, outra consultora ouvida pela publicação, conta que muitos pais nessa idade planejam viagens enquanto os filhos saem de casa para a faculdade, com atividades pensadas para agradar a todos.

Origens e grandes museus

Sicília: Cefalù, na Sicília, ilha recomendada para quem busca as origens da família, interesse que cresce entre viajantes dessa faixa etária (Pexels)

A busca pela história familiar aparece com frequência nesse grupo, segundo Asilis, e o sul da Itália concentra esse interesse ao reunir herança cultural, gastronomia e hospedagem em vilas privadas. A Sicília, com aeroportos em Palermo e Catânia, é a sugestão da reportagem, que conta ter conhecido parentes em Montevago, cidade de seus antepassados atingida por um terremoto.

O Egito entrou na lista impulsionado pelo Grand Egyptian Museum, em Gizé, inaugurado oficialmente em 1º de novembro de 2025 com cerca de 100 mil peças, entre elas a coleção completa de Tutancâmon. Granston indica o destino para casais e recomenda contratar guia credenciado e entradas prioritárias com antecedência. Depois do Cairo, a sugestão é incluir três ou quatro dias de cruzeiro pelo Nilo a partir de Luxor, rota que vem recebendo embarcações novas, como o Viking Osiris.

Natureza sem abrir mão do conforto

Para quem é ativo e quer manter algum luxo, Asilis aponta Galápagos, onde o formato de expedição com guias naturalistas atende ao interesse crescente desse público por conservação. O consultor Jordan Harvey considera o cruzeiro a melhor maneira de conhecer o arquipélago, embora hotéis com iate próprio ofereçam passeios diários a partir de terra firme.

O safári africano, sonho antigo de muitos viajantes, tende a ser feito nessa idade com guias particulares e acampamentos ligados à conservação. Granston observa que vários lodges oferecem duas tendas amplas conectadas por uma área comum, arranjo que funciona bem para famílias. Em Botsuana, a revista cita o Atzaro Okavango Safari Camp, eleito um dos melhores hotéis novos de 2025, e a Desert and Delta Safaris, com nove acampamentos.

Na Antártida, Ashton Palmer, que já esteve no continente 50 vezes, explica que a temporada vai de novembro a março, mas o período ideal para ver filhotes de pinguim fica entre meados de dezembro e meados de janeiro. Para quem teme a travessia da Passagem de Drake, algumas operadoras já vendem pacotes com voo em um ou nos dois trechos.

Ásia, bem-estar e ranchos

Butão: mosteiro de Paro Taktsang, no Butão, destino indicado pela consultora Marni Granston para viajantes ativos na casa dos 50 anos (Pexels)

O Japão atrai pela combinação entre os templos de Kyoto, o ritmo de Tóquio, o artesanato e a culinária. O consultor Mark Lakin sugere a província de Nagano no inverno, com pesca no gelo, caminhadas com raquetes de neve e banhos em águas termais. O Butão, indicado por Granston para viajantes ativos, recebeu turistas internacionais pela primeira vez em 1974 e cobra uma taxa de desenvolvimento sustentável de US$ 100 por pessoa, por noite, cerca de R$ 517 pela cotação de fechamento desta quarta-feira.

Vietnã, Camboja e Laos completam a parte asiática, com os templos de Angkor Wat e a recomendação de reservar ao menos três ou quatro dias para navegar pelo rio Mekong, além de um cruzeiro na baía de Ha Long.

Retiros de bem-estar voltados a longevidade, nutrição e saúde preventiva também entram na lista, ao lado das férias em ranchos, opção para reunir avós, filhos e netos. Um dos exemplos é o Quercus, na Geórgia, propriedade de cerca de 1.600 hectares que se tornou a primeira do estado aceita na Relais & Châteaux, com cozinha comandada pelo chef Ryan Smith, do Staplehouse, restaurante de Atlanta com estrela Michelin.

Os 10 destinos indicados

1. Ilhas Galápagos, Equador
2. Sicília, Itália
3. Safári na África
4. Egito
5. Retiro de bem-estar
6. Japão
7. Butão
8. Férias em rancho, Estados Unidos
9. Antártida
10. Sudeste Asiático (Vietnã, Camboja e Laos)

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