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Morgan Stanley e Goldman Sachs lucram acima do esperado com mercados aquecidos

Bancos se beneficiam de mercados aquecidos e maior atividade em Wall Street

Wall Street: ambiente favorável impulsiona Morgan Stanley e Goldman (Scott Eells/Bloomberg)

Wall Street: ambiente favorável impulsiona Morgan Stanley e Goldman (Scott Eells/Bloomberg)

Publicado em 15 de janeiro de 2026 às 12h26.

Mais dois grandes bancos dos Estados Unidos divulgaram balanços hoje e fecharam o quarto trimestre de 2025 com resultados acima das expectativas. Morgan Stanley e Goldman Sachs se beneficiaram de um ambiente favorável para negócios ligados ao mercado de capitais, com bolsas em níveis elevados e maior participação de investidores institucionais.

No Morgan Stanley, o lucro líquido avançou 45% em relação ao mesmo período do ano anterior, para US$ 4,61 bilhões, enquanto a receita cresceu 18% e atingiu um recorde de US$ 18,22 bilhões. O lucro por ação foi de US$ 2,80, bem acima das estimativas do mercado. As ações do banco reagiram positivamente ao balanço, com alta próxima de 5% no dia e valorização acumulada de cerca de 30% no ano.

O principal destaque do Morgan Stanley veio do trading em ações, cuja receita saltou 35%, para US$ 4,12 bilhões, superando com folga as projeções dos analistas. Em renda fixa, a receita cresceu 8%, para US$ 2,17 bilhões, em linha com o esperado.

A área de banco de investimento também teve desempenho robusto, com alta de 44% na receita, alcançando US$ 2,11 bilhões, impulsionada por mais fusões e aquisições, ofertas iniciais de ações e emissões de dívida. Já a gestão de fortunas, maior divisão do grupo, registrou crescimento de 13%, para US$ 8,23 bilhões, favorecida pela valorização dos ativos sob gestão e pelo aumento das taxas de transação.

Receita do Goldman caiu, mas resultado final foi mais forte que o previsto

O Goldman Sachs, por sua vez, reportou lucro líquido de US$ 4,62 bilhões no trimestre, alta de 12% em base anual, com lucro por ação de US$ 14,01, acima das expectativas. A receita total caiu 3%, para US$ 13,45 bilhões, reflexo da saída do negócio de cartões de crédito da Apple e da transferência da carteira do Apple Card para o JPMorgan Chase.

Mesmo com a queda de receita, o balanço mostrou que o modelo centrado em Wall Street segue forte. “Continuamos a ver altos níveis de engajamento dos clientes e esperamos que o ritmo acelere em 2026”, afirmou o CEO David Solomon, ao comentar o desempenho do banco e as perspectivas para o próximo ano.

Assim como no Morgan Stanley, o maior motor de crescimento do Goldman foi o trading em ações. A receita da área avançou 25%, para US$ 4,31 bilhões, superando as estimativas, impulsionada por operações de financiamento e venda de derivativos para investidores institucionais. Em renda fixa, o crescimento foi de 12%, com receita de US$ 3,11 bilhões, apoiada por operações ligadas a juros e commodities.

O banco de investimento do Goldman registrou alta de 25% nas taxas, que somaram US$ 2,58 bilhões, com avanço em fusões e aquisições e emissões de dívida, além de aumento no pipeline de negócios ao fim do ano. Já a divisão de gestão de ativos e fortunas manteve a receita praticamente estável, em US$ 4,72 bilhões, acima do esperado, compensando perdas em participações acionárias com maiores taxas sobre ativos sob gestão.

Em conjunto, os resultados reforçam a avaliação de que bancos com forte exposição ao mercado de capitais atravessam um momento especialmente favorável. A combinação de preços elevados de ações, juros mais baixos e maior volatilidade global tem sustentado receitas e lucros, criando um pano de fundo positivo para Morgan Stanley e Goldman Sachs no início de 2026.

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