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Leilão da Casas Bahia termina com descontos de até 67%

Destaque para um lote com sete TVs arrematado por R$ 5.082; varejista tem dívida de R$ 17 bilhões

Leilão: Casas Bahia encerrou leilão com 391 lotes de produtos. (Nacho Doce/Reuters)

Leilão: Casas Bahia encerrou leilão com 391 lotes de produtos. (Nacho Doce/Reuters)

Ana Luiza Serrão
Ana Luiza Serrão

Repórter de Invest

Publicado em 21 de agosto de 2026 às 09h27.

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O leilão eletrônico da Casas Bahia terminou com lotes de eletrodomésticos, eletrônicos e televisores vendidos com descontos de até 67% sobre os valores de referência. O certame foi realizado pela plataforma Kwara e reuniu 391 produtos na quinta-feira, 20.

Entre os lotes encerrados estava um conjunto de sete TVs, que terminou com valor de R$ 5.082, às 16h33 (horário de Brasília) ontem. Também foram arrematados lotes com fogões, além de grupos com dezenas de eletrodomésticos e eletrônicos.

Um dos fogões Itatiaia, por exemplo, encerrou o leilão em R$ 407,70, com indicação de desconto de 67%. Outro lote do mesmo produto terminou em R$ 422,10, sem registro de lances adicionais. Já um conjunto de 25 eletrodomésticos foi encerrado em R$ 1.482, com desconto anunciado de 65%.

O leilão ocorreu em meio ao processo de recuperação judicial (RJ) da Casas Bahia, que busca reorganizar uma dívida estimada em R$ 17,3 bilhões.

Custos iam além do lance

Quem arrematasse um produto precisava considerar outros custos. Além do valor do lance, havia 5% de comissão do leiloeiro e 15% de despesas administrativas, calculados sobre o valor da arrematação.

O pagamento deveria ser feito via Pix em até um dia útil após a aprovação do lance. Em caso de desistência ou inadimplência, o edital previa comissão de 5% e despesas adicionais de 30% sobre o valor de arremate.

O participante também poderia ser impedido de participar de futuros leilões da Kwara, além de ficar sujeito à inclusão em cadastros de inadimplentes e a medidas judiciais de cobrança.

Produtos eram vendidos sem garantia

Os itens foram ofertados no estado de conservação em que se encontravam, sem garantia de funcionamento e sem possibilidade de troca ou devolução. O edital previa a existência de produtos com avarias, sujeira, falta de peças ou manuais e bloqueios por senha, inclusive no iCloud.

Também não havia visitação presencial. As embalagens poderiam não corresponder à marca, ao modelo ou ao tamanho do produto.

A nota fiscal emitida pelas Casas Bahia classificaria a operação como venda de sucata, independentemente das condições reais dos bens, sem possibilidade de contestação posterior.

O participante do leilão ainda declarava abrir mão de direitos de reclamação, indenização ou reembolso relacionados aos lances, em uma condição considerada irrevogável e irretratável pelo edital.

Retirada de produtos tem regras específicas

A retirada dos produtos exige o envio antecipado de dados pessoais e informações do veículo. O procedimento deve ser agendado com pelo menos 78 horas úteis de antecedência.

No centro de distribuição, o uso de calçado de segurança era obrigatório. O acesso com regata, bermuda, chinelo, boné, bolsa, mochila, celular ou fones de ouvido era proibido. Menores de 18 anos e animais de estimação também não podiam entrar no local.

Os produtos devem ser retirados em veículos adequados para transporte de carga, como HR, Kombi ou VUC. O veículo deve estar vazio. A retirada a pé ou de motocicleta e o transporte fracionado não são permitidos.

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