Mercados

Juros recuam com dólar, expectativa com Ibope e exterior

O mercado foi pautado basicamente pelos mesmos fatores que orientaram o câmbio doméstico, com a ajuda dos rendimentos dos Treasuries


	Bovespa: DI para janeiro de 2015 (20.120 contratos) fechou em 10,85%, na máxima
 (Yasuyoshi/AFP Photo)

Bovespa: DI para janeiro de 2015 (20.120 contratos) fechou em 10,85%, na máxima (Yasuyoshi/AFP Photo)

DR

Da Redação

Publicado em 16 de setembro de 2014 às 17h20.

São Paulo - Os contratos de juros futuros terminaram a sessão regular da BM&FBovespa em queda nesta terça-feira, 16.

O mercado foi pautado basicamente pelos mesmos fatores que orientaram o câmbio doméstico, com a ajuda dos rendimentos dos Treasuries, que passaram boa parte do dia em declínio.

O DI para janeiro de 2015 (20.120 contratos) fechou em 10,85%, na máxima, no mesmo nível do ajuste de ontem. Com 147.215 contratos, o DI para janeiro de 2016 encerrou em 11,50%, de 11,51% no ajuste da véspera. 

O DI para janeiro de 2017 (294.290 contratos) projetava taxa de 11,60%, de 11,69% no ajuste anterior.

O DI para janeiro de 2021 terminou em 11,41%, de 11,58% após ajuste, com 199.600 contratos.

Os juros acompanharam de perto a trajetória do dólar, que fechou em baixa de 0,56%, a R$ 2,329.

Pela manhã, o ritmo de baixa das taxas foi determinado pelas especulações de que a candidata do PSB, Marina Silva, apareceria na pesquisa Ibope mais à frente da candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) do que mostraram os recentes levantamentos em um eventual segundo turno.

A pesquisa, encomendada pelo jornal "O Estado de S. Paulo" e pela Rede Globo, será divulgada esta noite no Jornal Nacional.

À tarde, reforçaram queda, na esteira de comentários do colunista do Wall Street Journal Jon Hilsenrath, especialista em Federal Reserve, durante uma conferência via internet.

Ele disse acreditar que o Fed voltará a reiterar amanhã, quando terminará sua reunião de política monetária, que as taxas de juros vão continuar baixas "por um período de tempo considerável".

Desde a semana passada, o mercado vinha precificando um comunicado mais "hawkish" do BC norte-americano, indicando que uma alta na taxa dos Fed Funds estaria mais próxima do que o imaginado.

Também favoreceu a devolução de prêmios a informação de que o Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês) disponibilizou uma linha de crédito de 500 bilhões de yuans (US$ 81 bilhões) para auxiliar os cinco maiores bancos do país.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasEmpresas abertasservicos-financeirosB3bolsas-de-valoresJurosTaxas

Mais de Mercados

Natural que retirem isenção de incentivados, diz diretor da ARX

Crédito privado será contaminado pela política, diz gestor da AZ Quest

Ibovespa fecha abaixo dos 189 mil pontos e tem pior semana do ano

Dólar fecha a R$ 5,13 e cai 1% na semana; no mês, recuou 2,3%