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Juros mostram viés de alta com decisão sobre Copa

A motivação se concentrou nas especulações em torno de eventuais feriados nos jogos da seleção brasileira durante o evento esportivo


	Fachada da Bovespa: às 9h18, o contrato para julho de 2014 tinha taxa de 10,841%, na máxima, de 10,781% no ajuste de ontem
 (Bloomberg News/Paulo Fidman)

Fachada da Bovespa: às 9h18, o contrato para julho de 2014 tinha taxa de 10,841%, na máxima, de 10,781% no ajuste de ontem (Bloomberg News/Paulo Fidman)

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Da Redação

Publicado em 4 de abril de 2014 às 10h24.

São Paulo - Os contratos de DI futuro negociados na BM&FBovespa abriram o dia com viés de alta nos vértices mais curtos, com especulações em torno de eventuais feriados nos jogos da seleção brasileira durante a Copa do Mundo.

Na quinta-feira, 3, o Ministério do Planejamento informou que nos dias de jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo haverá dispensa dos servidores da administração pública federal a partir de 12h30. Nos dias de jogos sem a participação da seleção brasileira, haverá expediente normal para esses funcionários.

O Banco Central ainda não tem um posicionamento se considera esses dias úteis para o mercado financeiro. Caso seja decretado feriado bancário, o cálculo da taxa DI seria afetado, mexendo com a precificação dos juros futuros, por isso a volatilidade recente das taxas curtas.

Como as taxas caíram bastante ontem, o comunicado do Planejamento levou a um novo ajuste, agora para cima, com a expectativa de que o BC siga a decisão do governo de não suspender as atividades.

Às 9h18, o contrato para julho de 2014 tinha taxa de 10,841%, na máxima, de 10,781% no ajuste de ontem, reflexo das movimentações dos agentes em meio à indefinição sobre os feriados na Copa. A taxa para janeiro de 2015 marcava 11,05%, igual ao ajuste de ontem, enquanto o DI para janeiro de 2017 recuava para 12,44%, de 12,45%.

Na parcela mais longa da curva a termo, pesa ainda o fato de economia dos Estados Unidos ter criado 192 mil empregos em março, abaixo da previsão dos analistas (+200 mil).

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