Os mercados começam a terça-feira, 6 de janeiro, ainda em modo de observação no início do ano e com uma agenda esvaziada para o dia (Germano Lüders/Exame)
Repórter
Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 05h30.
Os mercados começam a terça-feira, 6 de janeiro, ainda em modo de observação no início do ano e com uma agenda esvaziada para o dia.
No Brasil, o principal dado do dia é o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Fipe), referente a dezembro, divulgado às 5h. O indicador é acompanhado de perto por antecipar tendências inflacionárias no varejo da cidade de São Paulo, servindo como termômetro inicial para a dinâmica de preços no início do ano.
Na última leitura disponível, referente à primeira quadrissemana de dezembro, o IPC-Fipe mostrou leve aceleração, com alta de 0,21%, ante 0,20% em novembro. O resultado refletiu um comportamento heterogêneo entre os grupos pesquisados.
Houve desaceleração em habitação, transportes e despesas pessoais, enquanto alimentação, saúde, vestuário e educação apresentaram recuperação no ritmo de variação. O dado de hoje pode ajudar o mercado a avaliar se esse movimento se consolidou ao longo do mês.
No exterior, a agenda é concentrada em indicadores de atividade, com a divulgação dos índices de gerentes de compras (PMIs) de serviços e compostos na Europa, Reino Unido e Estados Unidos, dados que ajudam a medir o pulso da economia global no fim de 2024.
Às 6h, saem os PMIs Composto e de Serviços da zona do euro. Na leitura anterior, os índices mostraram expansão da atividade, com o PMI Composto atingindo 52,8 e o de Serviços subindo para 53,6, ambos acima da marca de 50, que indica crescimento. O desempenho foi puxado principalmente pelo setor de serviços, que alcançou o maior nível desde maio de 2023.
Pouco depois, às 6h30, é a vez do Reino Unido divulgar seus PMIs. No dado mais recente, o PMI Composto avançou para 52,1 em dezembro, ante 51,2 em novembro, sinalizando aceleração da atividade do setor privado e o maior patamar em dois meses.
Já nos Estados Unidos, o PMI Composto e de Serviços será conhecido às 11h45. Na última leitura, o índice mostrou leve recuo, passando de 54,6 em outubro para 54,2 em novembro, ainda em patamar que indica expansão, mas com perda marginal de fôlego.
Além da agenda econômica, o noticiário político também entra no radar dos investidores.
Em entrevista concedida na segunda-feira (5), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Venezuela não terá eleições nos próximos 30 dias, apesar da previsão constitucional venezuelana de convocação de novo pleito em casos de "ausência absoluta" do presidente.
Segundo o republicano, antes de qualquer processo eleitoral, seria necessário "consertar" e "revitalizar" o país, argumentando que, nas condições atuais, a população não conseguiria votar. As falas adicionam um componente de incerteza geopolítica, que pode influenciar o humor dos mercados ao longo do dia.