Ibovespa amplia ganhos: principal índice da B3 avançava 1,32%, aos 188.467 pontos, bem distante da mínima do dia, de 185.927 pontos (Nilton Fukuda / Agência Basil/Agência Brasil)
Repórter
Publicado em 19 de fevereiro de 2026 às 13h37.
O Ibovespa ampliou os ganhos no início da tarde desta quinta-feira, 19, em um pregão marcado pela digestão dos dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) e pelo acompanhamento das tensões internacionais.
Às 13h13, o principal índice da B3 avançava 1,32%, aos 188.467 pontos, bem distante da mínima do dia, de 185.927 pontos. No mesmo horário, o movimento positivo era disseminado: dos 84 papéis que compõem o índice, 62 operavam em alta, 13 estavam estáveis e apenas 9 registravam queda. Já o dólar mantinha o movimento de queda da abertura, ao recuar 0,27%, cotado a R$ 5,226.
Entre as maiores altas do dia estava a Hapvida (HAPV3), com avanço de 6,23%, revertendo a sequência negativa dos últimos nove pregões. Na sequência apareciam Axia Energia (AXIA6), que subia 5,40%, além de Yduqs (YDUQ3), Magazine Luiza (MGLU3) e Vivara (VIVA3), com ganhos superiores a 3%.
Entre os papéis de grandes empresas com liquidez, as chamadas blue chips, o destaque permanecia com a Petrobras. As ações ordinárias (PETR3) avançavam 2,62%, enquanto as preferenciais (PETR4) subiam 2,45%, acompanhando a valorização do petróleo no mercado internacional. O movimento também é seguido pelas demais petroleiras que estão no índice.
Já entre as poucas baixas do dia, a Vale (VALE3) recuava 0,32%. A maior queda do índice era do GPA (PCAR3), com baixa superior a 9%, mantendo a tendência negativa recente.
As ações de Raízen (RAIZ4) também caíam 4,48%, em movimento de correção após alta superior a 6% na véspera, seguida por Weg (WEGE3), com recuo de 3,84%, ampliando perdas acumuladas, e Assaí (ASAI3), que cedia 2,59%.
No radar dos investidores também está o IBC-Br, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, apontou queda de 0,2% em dezembro na comparação com novembro, desempenho ligeiramente melhor do que a retração de 0,4% a 0,6% prevista por analistas do mercado.
Segundo Matheus Pizzani, economista do PicPay, o resultado refletiu a alta de 2,3% no setor agropecuário e de 0,3% da indústria, enquanto os serviços caíram 0,3% e a arrecadação de impostos recuou 0,2%.
"Os dados podem ser interpretados positivamente sob o prisma da politica monetária, haja vista que reforçam a perspectiva de desaceleração do nível de atividade econômica com foco em seus componentes cíclicos, movimento que deve se concentrar especialmente na primeira metade do ano, abrindo espaço para um início seguro e consistente do ciclo de corte de juros por parte do Banco Central", afimrou Pizzani.
De acordo com Flávio Serrano, economista-chefe do Banco Bmg, o crescimento da agropecuária e da indústria acima do esperado freou um recuo mais acentuado do índice.
"O IBC-Br de dezembro veio melhor que o esperado e o resultado anual de 2025 mostra expansão robusta de 2,5%, impulsionada pela agricultura, que cresceu 13,1%, e pelos serviços, com alta de 2,1%. Para 2026, projetamos acomodação da atividade, com crescimento entre 1,5% e 2,0%", disse o economista.
No exterior, os investidores monitoram a tensão entre Estados Unidos e Irã, após relatos de mobilização de tropas norte-americanas na região. Apesar de os temores sobre o impacto da inteligência artificial terem diminuído, o clima geopolítico sustenta os preços do petróleo. O barril do Brent chegou a atingir US$ 71,71.