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Ibovespa perde fôlego após Senado afastar Dilma

Os senadores deram aval à abertura do processo de impeachment de Dilma por 55 votos a favor e 22 contra


	Bovespa: às 12h03, o Ibovespa caía 0,14%, a 52.688 pontos. Na máxima, mais cedo, subiu 1,5%
 (Nelson Almeida/AFP/Getty Images)

Bovespa: às 12h03, o Ibovespa caía 0,14%, a 52.688 pontos. Na máxima, mais cedo, subiu 1,5% (Nelson Almeida/AFP/Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 12 de maio de 2016 às 12h23.

São Paulo - A Bovespa perdia o fôlego nesta quinta-feira, na esteira do enfraquecimento em Wall Street e volatilidade do petróleo, com investidores ainda repercutindo decisão do Senado de afastar a presidente Dilma Rousseff e um noticiário corporativo intenso.

Às 12h03, o Ibovespa caía 0,14%, a 52.688 pontos. Na máxima, mais cedo, subiu 1,5%.

O volume financeiro somava 2,46 bilhões de reais.

Os senadores deram aval à abertura do processo de impeachment de Dilma por 55 votos a favor e 22 contra.

Com o resultado, ela fica afastada da Presidência da República por até 180 dias, enquanto é julgada, o que pode resultar no seu afastamento definitivo. O vice Michel Temer assume interinamente.

"A votação, com 55 votos a favor, sinaliza que Temer terá apoio no Congresso e que a probabilidade de Dilma voltar é muito remota", disse a Guide Investimentos.

O entendimento no mercado é de que, apesar dos desafios ainda significativos para a economia brasileira, a mudança do comando do país abre espaço para perspectivas mais favoráveis no longo prazo.

Um dos políticos mais próximos a Temer disse à Reuters que ele anunciará nesta tarde medidas para equilibrar as contas públicas e criar novos empregos.

A assessoria de Temer divulgou instantes atrás nota com nomes do novo ministério, incluindo o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles à frente da Fazenda.

No exterior, Wall Street abriu em alta mas enfraqueceu, com o S&P 500 trabalhando em leve baixa, enquanto o petróleo passou a oscilar entre os terrenos positivo e negativo, após ganhos mais cedo.

Destaques

BANCO DO BRASIL caía 4,69%, liderando as perdas do Ibovespa, após resultado trimestral fraco, com salto em provisões.

ITAÚ UNIBANCO e BRADESCO caíam 0,5 e 0,93%, respectivamente, revertendo ganhos iniciais.

PETROBRAS tinha as preferenciais em queda de 1,76%, revertendo o avanço da abertura diante da volatilidade do petróleo e realização de lucros após forte ganhos desde o início do ano diante de perspectivas relacionadas ao afastamento da presidente Dilma. O papel acumula em 2016 ganho ao redor de 50%.

JBS saltava 15,84%, na ponta positiva do Ibovespa, com o anúncio dos planos para uma reorganização corporativa ofuscando o prejuízo do primeiro trimestre.

SMILES avançava 3,75%, na esteira do salto de 7,86% nas ações da sua controladora Gol , que não está no Ibovespa, após a companhia aérea divulgar o primeiro lucro trimestral após quatro anos de prejuízos consecutivos.

MARFRIG subia 2,75%, conforme reportou prejuízo de 106,2 milhões de reais no primeiro trimestre, abaixo da perda de 570,9 milhões de reais um ano antes.

QUALICORP ganhava 3,66%, após lucro de 198,3 milhões de reais no primeiro trimestre, acima do resultado positivo de 44,7 milhões no mesmo período de 2015.

GRUPO PÃO DE AÇÚCAR caía 2,79%, tendo no radar notícia de que sua controlada Via Varejo celebrou memorando de entendimentos para a potencial integração da varejista de eletrônicos, eletrodomésticos e móveis com os negócios de comércio eletrônico da Cnova Brasil. Via Varejo, que não está no Ibovespa, subia 7,65%.

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