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Ibovespa hoje: bolsa afunda 2,7% na semana – maior queda desde julho

FedEx anunciou cortes de custos "agressivos" e assustou mercados globais com possibilidade de recessão

Painel de cotações da B3 (Germano Lüders/Exame)

Painel de cotações da B3 (Germano Lüders/Exame)

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Guilherme Guilherme e Beatriz Quesada

16 de setembro de 2022, 18h41

Em uma semana de fortes quedas para as bolsas globais, o mercado local não passou ileso. O Ibovespa, principal índice da B3, caiu 0,6% nesta sexta-feira, 16, e encerrou a semana acumulando queda de 2,7%, puxado para baixo pelo clima de aversão a risco que se instalou, principalmente, no mercado americano. 

Por lá, investidores vem reagindo negativamente na expectativa do aumento de juros e suas consequências para a economia. Nesta sexta, o maior pessimismo no exterior teve como pano de fundo os alertas emitidos, na última noite, pela americana FedEx, uma das maiores empresas de logística do mundo.

A companhia anunciou uma série de cortes de custos motivados pela piora da expectativa para a economia global. Entre as medidas, estiveram o fechamento de mais de 90 escritórios, adiamento de contratações e redução das operações aos domingos.

O plano de sobrevivência foi divulgado junto com os números preliminares do trimestre findo em agosto, classificados pela própria companhia como "decepcionantes". A FedEx ainda informou que, mesmo com "ações agressivas de corte de custos, espera que as condições de negócios se enfraqueçam ainda mais". As ações da FedEx desabaram 21,4% na bolsa americana NYSE.

A perspectiva negativa de uma das maiores empresas do setor logístico vai de encontro com os maiores temores do mercado financeiro: de que altas de juros para conter a inflação global provoquem danos significativos na economia.

O saldo foi uma queda generalizada nas bolsas americanas. No acumulado da semana, o índice Dow Jones, mais associado à economia tradicional, caiu 4,1%. O S&P 500, principal índice da bolsa americana, recuou 4,8%. E o mais prejudicado, o índice de tecnologia Nasdaq, desabou 5,5% em sua pior semana desde junho.

Duras perdas também foram sentidas pelos principais índices da Europa, após a divulgação da inflação ao consumidor da Zona do Euro, que subiu mais 0,6% para o mês de agosto, mantendo a alta de 9,1% no acumulado de 12 meses.

  • Dow Jones (Nova York): - 0,45%
  • S&P 500 (Nova York): - 0,72%
  • Nasdaq (Nova York): - 0,90%
  • Stoxx 600 (Europa): - 1,58%

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Ações em destaque

A Natura (NTCO3), que esteve entre os destaques de alta nos últimos pregões com mudanças estratégicas no radar, hoje foi a ação que lidera as perdas do Ibovespa em um forte movimento de correção. 

Outro papel com recuo foi a Sabesp (SBSP3), que já havia desabado 4% na véspera após ter a recomendação rebaixada de compra para neutra pelo banco UBS. O banco reduziu o preço-alvo de R$ 60 para R$ 56 por ação. 

Entre as maiores quedas estiveram ainda as empresas de educação Cogna (COGN3) e Yduqs (YDUQ3), associadas à economia local e à dinâmica de juros. 

BB Seguridade (BBSE3), Fleury (FLRY3) e Magazine Luiza (MGLU3) lideraram os ganhos.

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