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Ibovespa fecha em leve queda puxado pela Vale e pela Petrobras

Mercado repercutiu PPI e pedidos de auxílio-desemprego, nos EUA, volume de serviços e balanços no Brasil

Ibovespa: bolsa brasileira cai pressionada por Petrobras e cenário externo. (Germano Lüders/Exame)

Ibovespa: bolsa brasileira cai pressionada por Petrobras e cenário externo. (Germano Lüders/Exame)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 14 de agosto de 2025 às 11h30.

Última atualização em 14 de agosto de 2025 às 17h40.

O índice Ibovespa fechou em leve queda nesta quinta-feira,  14. O principal índice acionário da B3 teve queda de 0,24%, aos 136.355 pontos. A queda foi puxada pelas ações da Vale (VALE3), que caíram 1,24% e pelos papeis da Petrobras (PETR4), que recuaram 1,28%.

Nos Estados Unidos, os principais índices encerraram o dia com desempenho misto. O Dow Jones recuou 0,02%, S&P 500 subiu 0,03% e Nasdaq 100 tinha leve recuo de 0,01%.

Ibovespa hoje

  • IBOV: -0,24%, aos 136.355 pontos
  • Dólar: +0,28%, a R$ 5,4171

No radar hoje

A agenda desta quinta-feira, 14, traz indicadores relevantes no Brasil e no exterior que devem movimentar os mercados.

Nos Estados Unidos, o Departamento de Trabalho informou que o Índice de Preços ao Produtor (PPI) subiu 0,9% em julho, após ficar estável em junho. Na comparação anual, o avanço foi de 3,3%, acelerando frente aos 2,4% de junho. Ambos os resultados vieram bem acima das previsões de analistas consultados pelo Investing.com, que esperavam altas de 0,2% e 2,5%, respectivamente. O desempenho é visto como um possível reflexo dos novos tarifas de importação sobre a inflação.

O número de pedidos semanais de auxílio-desemprego caiu 3 mil na semana encerrada em 9 de agosto, para 224 mil, abaixo da projeção da FactSet, de 230 mil solicitações. O dado da semana anterior foi revisado de 226 mil para 227 mil. Já o número de pedidos continuados recuou 15 mil na semana até 2 de agosto, para 1,953 milhão.

No Brasil, o IBGE informou que o volume de serviços cresceu 0,3% em junho na comparação com maio, na série com ajuste sazonal, renovando o ponto mais alto da série histórica e ficando 18% acima do nível pré-pandemia. Frente a junho de 2024, o avanço foi de 2,8%, 15ª taxa positiva consecutiva.

O crescimento no mês foi puxado pelo setor de transportes (1,5%), enquanto as demais atividades recuaram, com destaque para outros serviços (-1,3%) e serviços prestados às famílias (-1,4%). No acumulado de 2025, o setor de serviços registra alta de 2,5%, e, em 12 meses, avanço de 3,0%.

No calendário corporativo, o destaque fica para os balanços do Banco do Brasil, Nubank, Marfrig, Oi e Yduqs previstos para após o fechamento do mercado.

À noite, a atenção se volta para a Ásia, com o PIB do Japão às 20h50 e a produção industrial e as vendas no varejo de julho na China, às 23h.

Indicadores europeus

Lá fora, o dia começou com importantes indicadores econômicos. No Reino Unido, o Produto Interno Bruto (PIB) preliminar do segundo trimestre cresceu 0,3% ante o trimestre anterior, superando a previsão de 0,1%, impulsionado por avanços nos setores de serviços, indústria e construção. Em junho, o PIB avançou 0,4%, revertendo a contração de 0,1% registrada em maio.

Já na zona do euro, a Eurostat informou que o PIB do segundo trimestre registrou um modesto crescimento de 0,1% na comparação com os três meses anteriores, e de 0,2% considerando toda a União Europeia. O desempenho variou entre os países membros: Espanha e França registraram expansão, enquanto Alemanha e Itália apresentaram contração.

No mesmo período, a produção industrial da região recuou 1,3% no mês de junho, confirmando um contexto de desaceleração nas fábricas.

Recorde do Bitcoin

O bitcoin bateu um novo recorde intradiário nesta quinta-feira, 14, ao superar momentaneamente US$ 124 mil após alta de 0,9% no mercado asiático. O avanço é impulsionado por expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve e por medidas do governo Donald Trump favoráveis ao setor, como a permissão para incluir ativos digitais em contas de aposentadoria 401(k), plano individual de previdência muito usado nos Estados Unidos.

Em 2025, o bitcoin acumula alta de quase 32%, refletindo tanto compras institucionais quanto um ambiente regulatório mais favorável. O movimento acompanha a valorização geral do mercado cripto, cuja capitalização ultrapassou US$ 4,18 trilhões, 67% acima do nível registrado em novembro de 2024. Às 7h41 (horário de Brasília), o BTC subia 0,75%, a US$ 121.406,30.

Mercados internacionais

As bolsas asiáticas encerraram o pregão desta quinta-feira sem direção única. O Nikkei 225, do Japão, caiu 1,45%, revertendo ganhos recentes, enquanto o S&P/ASX 200, da Austrália, avançou 0,53%, apoiado por dados positivos de emprego em julho. Em Hong Kong, o Hang Seng recuou 0,37%, e o CSI 300, que reúne as principais ações listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, fechou estável.

Na Europa, os mercados fecharam majoritariamente em alta, ainda reagindo ao PIB do Reino Unido. O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 0,49%, o DAX, da Alemanha, avançou 0,78% e o CAC 40, da França, ganhou 0,84%, enquanto o FTSE 100, do Reino Unido, subiu 0,11%.

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