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Ibovespa fecha em queda com tensão no Oriente Médio e disparada do petróleo

Na quinta-feira, 12, o principal índice da bolsa brasileira fechou com alta de 0,49%, aos 137.799,74 pontos

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 13 de junho de 2025 às 11h38.

Última atualização em 13 de junho de 2025 às 17h43.

A bolsa brasileira fechou em queda nesta sexta-feira, 13, acompanhando o tom negativo dos mercados globais após os ataques aéreos de Israel ao Irã, que elevaram os temores de escalada no conflito e pressionaram os ativos de risco. A alta do petróleo e a fuga para ativos defensivos, como dólar e ouro, ajudam a explicar o movimento de cautela no pregão. O Ibovespa recuou 0,43%, a 137.212 pontos.

Na véspera, o principal índice da bolsa brasileira fechou com alta de 0,49%, aos 137.799,74 pontos.

Ibovespa hoje

  • IBOV: -0,43%, a 137.212
  • Dólar: -0,02%, a R$ 5,5417

Dados econômicos

As divulgações econômicas desta sexta-feira, 13, trouxeram uma combinação de sinais de alerta no exterior e estabilidade moderada no Brasil.

No Brasil, a Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE apontou alta de 0,2% em abril, o terceiro resultado positivo seguido, acumulando avanço de 1,5% no período. O desempenho foi puxado pelo setor de transportes, que subiu 0,5%. As demais atividades pesquisadas recuaram, com destaque negativo para “outros serviços”, que caiu 2,3%.

Na comparação anual, o volume de serviços avançou 1,8%, marcando a 13ª alta consecutiva frente ao mesmo mês do ano anterior. O setor ainda está 0,2% abaixo do pico da série histórica, registrado em outubro de 2024, mas permanece 17,3% acima do nível pré-pandemia.

Já o Ministério da Fazenda divulgou um estudo da Secretaria de Política Econômica (SPE) sobre os impactos da proposta de reforma do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). O documento alerta que uma eventual ampliação das isenções, sem a adoção simultânea de um imposto mínimo para altas rendas, pode ampliar a desigualdade e gerar impacto fiscal negativo.

A análise considera o projeto enviado ao Congresso em março, que isenta quem ganha até R$ 5 mil mensais e aplica alíquota reduzida a rendas de até R$ 7 mil, compensada por uma tributação mínima de 10% sobre rendas anuais acima de R$ 1,2 milhão. Segundo o estudo, apenas a adoção combinada das medidas traria efeitos progressivos reais no sistema tributário.

No cenário internacional, a produção industrial da zona do euro caiu 2,4% em abril, segundo a Eurostat, pior que a expectativa de queda de 1,7%. Todos os segmentos da indústria sofreram retração no mês.

Além disso, o superávit comercial do bloco despencou de € 37,3 bilhões em março para € 9,9 bilhões em abril. A queda é atribuída, em parte, ao impacto de tarifas americanas, com destaque para a redução nas exportações de produtos químicos e farmacêuticos da Irlanda, que teve retração industrial de 15%.

No radar hoje

A sexta-feira, 13, começou com os mercados globais pressionados pelo aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, após Israel lançar ataques aéreos contra alvos militares e nucleares no Irã. Em retaliação, Teerã enviou cerca de 100 drones contra o território israelense, elevando os temores de uma escalada no conflito.

A instabilidade já provoca reflexos relevantes nos preços do petróleo, que acumulavam alta superior a 7% nas primeiras horas do dia, atingindo os maiores níveis em quase cinco meses. Com o avanço das cotações da commodity e o aumento da aversão ao risco, os investidores migraram para ativos considerados mais seguros, como o dólar, o ouro e os títulos soberanos dos Estados Unidos e do Japão.

Ao longo do dia, o foco dos mercados deve se manter nos desdobramentos do conflito entre Israel e Irã e nas declarações de autoridades, como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que participa de um evento em São Paulo à noite.

Mercados internacionai

As bolsas internacionais fecharam em queda nesta sexta-feira, 13, refletindo o aumento das tensões no Oriente Médio após os ataques aéreos de Israel contra o Irã.

Na Ásia, os principais índices fecharam em baixa. O Nikkei, do Japão, recuou 0,89%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, caiu 0,87%. Na China continental, o CSI 300 perdeu 0,72%, e o Hang Seng, em Hong Kong, caiu 0,59%. O S&P/ASX 200, da Austrália, fechou com leve baixa de 0,21%.

Na Europa, as bolsas fecharam em forte queda. O DAX caiu 1,14%, o CAC 40 recuou 1,04% e o índice Stoxx 600 perdeu 0,98%. O FTSE 100, de Londres, destoou e fechou com baixa mais contida, de 0,39%.

Nos Estados Unidos, os índices também fecharam em queda: o Dow Jones recuou 1,79%, o S&P 500 caiu 1,13% e o Nasdaq 100 perdeu 1,30%.

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