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Ibovespa fecha em alta de olho em pacote do IOF; dólar sobe 0,09%

Na quarta-feira, 11, o índice encerrou o pregão aos 137.128 pontos, com alta de 0,51%

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 12 de junho de 2025 às 10h29.

Última atualização em 12 de junho de 2025 às 17h41.

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O Ibovespa fechou em alta de 0,49% aos 137.799 pontos nesta quinta-feira, 12. O índice estava volátil ao longo do dia, em meio as expectativa de votação do decreto do IOF na Câmara. Porém a bolsa engatou alta a partir do meio da tarde, com a máxima chegando perto dos 138 mil pontos.

Nos Estados Unidos, os índices viraram e fecharam em alta com expectativa de que o FED possa realizar dois cortes de juros nesta ano. O Dow Jones subiu 0,24%, o S&P 500 avançou 0,38% e o Nasdaq 100 valorizou 0,24%.

Ibovespa hoje

  • IBOV: +0,49%, aos 137.799 pontos
  • Dólar: +0,09%, a R$ 5,5426

Vendas no varejo

No Brasil, o destaque da agenda desta quinta-feira, 12, é a divulgação dos dados de vendas no varejo de abril. Segundo o IBGE, o volume vendido variou -0,4% na comparação com março, resultado considerado estabilidade após três meses seguidos de crescimento, que levaram o setor a atingir patamar recorde no mês anterior. Com isso, a média móvel trimestral ficou em 0,3% no trimestre encerrado em abril.

Na comparação com abril de 2024, o volume de vendas subiu 4,8%, enquanto no acumulado de 12 meses, houve avanço de 3,4%. No ano, a alta é de 2,1%. Já no comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, material de construção e atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo, as vendas recuaram 1,9% frente a março.

De acordo com Cristiano Santos, gerente da Pesquisa Mensal de Comércio, a estabilidade observada em abril é explicada, em grande parte, pelo efeito base. “Está havendo uma desaceleração, após três meses de crescimento. Existe o efeito base, pois o patamar anterior foi recorde. É muito mais difícil subir”, disse.

Antes da divulgação, a expectativa do mercado era de queda de 0,7% no mês, refletindo a esperada desaceleração da atividade econômica no segundo trimestre. O desempenho do varejo pode influenciar os rumos da política monetária já na próxima reunião do Copom. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, tem evitado sinalizações claras sobre o futuro da taxa Selic, mantendo o discurso em aberto.

O que aconteceu

Os investidores ficaram atentos à repercussão da nova Medida Provisória (MP) da Fazenda, publicada na noite anterior, que apresenta medidas alternativas ao decreto do IOF.

Nos Estados Unidos, o foco do dia foi a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI), que subiu 0,1% em maio na comparação mensal, abaixo da expectativa de alta de 0,2%. Em abril, o indicador havia registrado queda de 0,2%, após revisão. Anteriormente, a retração informada era de 0,5%. Na comparação anual, o PPI avançou 2,6%, levemente acima dos 2,5% registrados em abril. Os dados reforçam a leitura de que as pressões inflacionárias seguem contidas.

Também foram divulgados os dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA. O número de solicitações somou 248 mil na semana encerrada em 7 de junho, sem variação em relação à semana anterior, segundo o Departamento do Trabalho.

No campo político, Donald Trump indicou disposição para prorrogar a suspensão das “tarifas recíprocas” contra países com os quais negocia acordos comerciais. O presidente afirmou que os EUA estão “fechando muitos acordos” e prometeu enviar cartas com os termos de negociação a dezenas de países nas próximas semanas. Até agora, apenas o Reino Unido fechou um acordo, enquanto outros 17 seguem em negociação.

À noite, o banco central do Peru anuncia sua decisão de política monetária.

Mercados internacionais

As bolsas globais fecharam sem direção única nesta quinta-feira, 12, refletindo a cautela dos investidores com os desdobramentos das negociações comerciais entre Estados Unidos e China. A fala do presidente Trump de que um acordo com a China está “pronto” e que tarifas de 55% serão aplicadas às importações do país asiático trouxe desconforto aos mercados.

Na Ásia, as bolsas fecharam com resultados mistos. O índice Nikkei 225, do Japão, recuou 0,65%, enquanto o Topix caiu 0,21%. O Kospi, da Coreia do Sul, subiu 0,45% e o Kosdaq avançou 0,4%. Em contrapartida, o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,11%, enquanto o CSI 300, da China, fechou estável. Já o S&P/ASX 200, da Austrália, teve baixa de 0,31%, e o Nifty 50, da Índia, recuou 0,45%.

Na Europa, as bolsas caíram majoritariamente no fechamento, com as perspectivas negativas da guerra comercial. O Stoxx 600 recuou 0,85%. O DAX, da Alemanha, caiu 0,90%, enquanto o CAC 40, da França, desvalorizou 0,14%. O FTSE 100, de Londres, foi a exceção e avançou 0,23%, com a rede Tesco (+1,64%) divulgando números de vendas mais altos e reiterando as projeções, enquanto a BP (+1,90%) manteve a confiança em atingir sua meta de US$ 20 bilhões em vendas de ativos, com vários negócios devendo ser anunciados "relativamente em breve", segundo o CEO da empresa.

Dados da economia do Reino Unido mostraram que a economia britânica encolheu 0,3% em abril, enquanto o déficit comercial aumentou, pressionado por uma queda recorde nas exportações para os Estados Unidos. O resultado foi pior do que o previsto por analistas e reforça os sinais de desaceleração na região.

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