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Ibovespa fecha em queda próximo à mínima do dia; dólar cai para R$ 5,675

Na sexta-feira, 30 o índice fechou em queda de 1,09%, aos 137.026 pontos

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 2 de junho de 2025 às 10h30.

Última atualização em 2 de junho de 2025 às 17h29.

O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, começou a semana em queda. No fechamento, o principal índice acionário da B3 caiu 0,18%, a 136.787 pontos, próximo à mínima do dia de 136.596. Na sexta-feira, 30 o índice fechou em queda de 1,09%, aos 137.026 pontos.

O dólar também fechou em queda de 0,64%, cotado a R$ 5,675.

O mercado brasileiro opera pressionado nesta segunda-feira, 2, diante de uma combinação de fatores internos e externos que aumentam a incerteza dos investidores.

A revisão da perspectiva do rating soberano pela Moody’s para negativa reforça as preocupações fiscais, enquanto o aumento do IOF e o confronto entre governo e Congresso ampliam a volatilidade política.

No cenário externo, o anúncio dos Estados Unidos de dobrar as tarifas sobre aço a partir de quarta-feira eleva os riscos comerciais, e a recente proibição da China às importações brasileiras de produtos avícolas impacta o setor exportador.

Ibovespa hoje

  • IBOV: -0,18%, aos 136.787 pontos
  • Dólar: -0,64%, a R$ 5,675

No radar hoje

Na agenda de indicadores, a manhã começou com a divulgação de que os PMIs industriais da zona do euro e do Reino Unido indicam desaceleração na contração em maio.

Na zona do euro, o PMI subiu para 49,4, refletindo maior produção e exportações, apesar de ainda estar abaixo de 50, enquanto o Reino Unido registrou 46,4, mostrando melhora, mas com emprego e demanda ainda em queda. A Alemanha segue em contração, mas com produção em alta pelo terceiro mês consecutivo.

No Brasil, o IPC-S subiu 0,34% em maio, abaixo da alta de 0,52% registrada em abril, segundo a FGV. No acumulado de 12 meses, o indicador avançou 4,29%. O grupo Alimentação puxou a desaceleração, com variação menor na última quadrissemana do mês.

Já o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, 2, mostrou leve queda nas projeções para a inflação e o PIB de 2025.

A estimativa do IPCA caiu de 5,50% para 5,46%, enquanto a expectativa para o crescimento da economia recuou de 2,14% para 2,13%. Mesmo assim, o IPCA segue acima do teto da meta.

No primeiro trimestre, o PIB cresceu 1,4%, impulsionado por agropecuária, serviços e investimentos.

O Instituto ISM também publicou o PMI industrial americano às 11h. O índice caiu a 49,40 pontos em maio, de 50,30 pontos em abril.

Mercados internacionais

As bolsas internacionais abriram a semana pressionadas pela decisão de Trump de dobrar as tarifas sobre o aço a partir de quarta-feira, 4 de junho. A medida pesou sobre as bolsas asiáticas, que fecharam em queda.

No Japão, o índice Nikkei 225 recuou 1,30%, apesar de um leve sinal de recuperação na indústria com a melhora do PMI. Na Coreia do Sul, o Kospi ficou estável, enquanto o Kosdaq avançou 0,81% em meio à expectativa pelas eleições presidenciais. Hong Kong teve queda de 1,2%.

Na Europa, o índice Stoxx 600 fechou em queda de 0,26%, enquanto o CAC 40 (França), fechou em baixa de 0,19%, e o DAX (Alemanha) caiu 0,21%. O FTSE 100 (Reino Unido) se manteve levemente positivo, subindo 0,02%.

Nos Estados Unidos, os índices fecharam em alta. Dow Jones subiu ligeiramente a 0,08%, enquanto o S&P 500 avançou 0,41% e o Nasdaq-100 subiu 0,71%.

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