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Alex Karp: CEO da Palantir afirmou que balanço "foi de outro mundo" (Drew Angerer/Getty Images)
Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia
Publicado em 4 de agosto de 2026 às 10h15.
Enquanto OpenAI e Anthropic queimam caixa e projetam bilhões em custos de nuvem para os próximos anos, a Palantir fez o oposto no segundo trimestre e cresceu 93% e elevou a projeção de fluxo de caixa livre para até US$ 4,7 bilhões, segundo o balanço da empresa, divulgado na segunda-feira, 3.
Foi o ritmo de expansão mais rápido da história da companhia. A receita somou US$ 1,935 bilhão, 7,2% acima da estimativa compilada pela FactSet, e o lucro ajustado por ação subiu 156%, para US$ 0,41, ante consenso de US$ 0,34.
A ação, que encerrou o pregão regular a US$ 125,65, subiu 11,36% no after-hours, para US$ 139,92.
Para o CEO da Palantir, Alex Karp, "o trimestre foi de outro mundo". À CNBC, afirmou que o ritmo de crescimento deve se manter por pelo menos mais 18 meses.
O motor do crescimento está nos Estados Unidos, que responderam por 81% das vendas totais.
A receita americana avançou 115%, para US$ 1,573 bilhão. Dentro dela, o segmento comercial cresceu 149%, para US$ 764 milhões, e o governamental subiu 90%, para US$ 809 milhões.
A empresa fechou 220 contratos avaliados em mais de US$ 1 milhão apenas no trimestre.
A administração revisou para cima a estimativa de receita de 2026 para uma faixa entre US$ 8,15 bilhões e US$ 8,16 bilhões, ante o intervalo anterior de US$ 7,65 bilhões a US$ 7,66 bilhões.
É um acréscimo de cerca de US$ 500 milhões, descrito pela própria companhia como a maior revisão anual de sua história.
A projeção de receita comercial nos Estados Unidos passou de US$ 3,22 bilhões para mais de US$ 3,42 bilhões.
A pontuação da companhia na Regra de 40 — métrica que soma taxa de crescimento e margem operacional, e cuja soma acima de 40 indica equilíbrio saudável entre expansão e rentabilidade — chegou a 155%.
Receita total EUA: US$ 1,573 bilhão (+115%)
Segmento Comercial: US$ 764 milhões (+149%)
Segmento Governamental: US$ 809 milhões (+90%)
O balanço era tratado como teste de fundamentos depois de uma correção no valuation ao longo do ano.
Citi e Oppenheimer mantinham preço-alvo de US$ 200. O mercado de opções precificava oscilação de 15,32% em qualquer direção, cerca do dobro da variação média da ação após resultados anteriores.
Do lado cético, o investidor Michael Burry mantém posição vendida no papel e descreve o ambiente atual de mercado como os últimos meses da bolha de 1999 e 2000.
Após a divulgação, a D.A. Davidson elevou a recomendação para compra.
Parte do resultado contábil tem origem fora da operação.
Ganhos não realizados sobre a participação da Palantir na SpaceX contribuíram para o lucro por ação no critério GAAP. É um item que não se repete e infla a comparação anual.
A tese comercial que a empresa apresenta é a de que a demanda por sistemas de inteligência artificial (IA) em que os dados dos clientes e os pesos dos modelos permanecem sob controle do próprio contratante — argumento que a companhia vem usando para disputar contratos corporativos com provedores de nuvem.