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Ibovespa cai mais de 2% com conflito no Irã e dólar dispara e vai a R$ 5,24

Ibovespa abriu em leve alta, mas rapidamente, por volta das 10h15, virou para um um tombo de 3,07%

Ibovespa despenca: Entre as únicas seis altas do dia, as petroleiras, pela segunda sessão consecutiva, mantinham os ganhos  (Germano Lüders/Exame)

Ibovespa despenca: Entre as únicas seis altas do dia, as petroleiras, pela segunda sessão consecutiva, mantinham os ganhos (Germano Lüders/Exame)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 3 de março de 2026 às 10h22.

O Ibovespa abriu em leve alta, mas rapidamente, por volta das 10h15, virou para um um tombo de 3,07%, aos 183.494 pontos. Nesse horário, dos 84 papéis que compõem o Ibovespa, 78 estavam em baixa.

Entre as únicas seis altas do dia, as petroleiras, pela segunda sessão consecutiva, mantinham os ganhos, acompanhando o avanço das cotações internacionais da commodity.

A Prio (PRIO3) segue liderança do pregão nesse início das negociações, seguida pelos papéis da Localiza (RENT4) e as ações ordinárias da bRAVA (BRAV3) e da Petrobras (PETR3). As preferenciais (PETR4) também avançam. 

No mesmo horário, o dólar subia 1,60%, cotado a R$ 5,249.

Petróleo dispara 8% e bate os US$ 85 por barril com conflito no Irã

O preço do petróleo subiu 8% nos mercados globais nesta terça-feira, 3, impulsionado pela intensificação do conflito entre Estados Unidos (EUA), Israel e Irã.

A commodity chegou perto dos US$ 85 por barril, atingindo seu nível mais alto desde meados de 2024.

O preço dos contratos futuros de petróleo Brent, referência internacional, foram impulsionados pelo aumento dos prêmios de risco associados à paralisação de navios-petroleiros no estreito de Ormuz.

O West Texas Intermediate (WTI), petróleo produzido nos Estados Unidos e que impacta diretamente na inflação americana, também registrou alta de 7,5%, para US$ 76,54 por barril.

Conflito e riscos de fornecimento

O avanço do conflito no Oriente Médio tem feito os preços da commodity dispararem e ações de empresas do setor de energia subirem na bolsa. No caso do Brasil, a PRIO é a preferida para aproveitar o momento, até mesmo mais que a Petrobras, segundo análise do BTG Pactual (do mesmo grupo de controle da EXAME) e a XP.

Além dos bloqueios no estreito de Ormuz, uma das principais preocupações dos investidores é a possibilidade dos bombardeios atingirem instalações petrolíferas, afetando diretamente a produção e elevando ainda mais os preços.

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