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Ibovespa cai em movimento de ajuste após declarações do Fed

O Ibovespa fechou em queda de 0,82 por cento, a 86.935 pontos, após subir mais de 8 por cento nos nove pregões anteriores

Ibovespa: após subir mais de 8 por cento nos nove pregões anteriores e engatar uma sequência de renovação de máximas históricas, índice caiu (Germano Lüdes/Exame)

Ibovespa: após subir mais de 8 por cento nos nove pregões anteriores e engatar uma sequência de renovação de máximas históricas, índice caiu (Germano Lüdes/Exame)

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Reuters

Publicado em 27 de fevereiro de 2018 às 18h07.

Última atualização em 27 de fevereiro de 2018 às 18h27.

São Paulo - O principal índice da bolsa paulista fechou em queda nesta terça-feira, em movimento de ajuste amparado nas declarações do chair do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, Jerome Powell, mostrando otimismo com a economia norte-americana.

O Ibovespa fechou em queda de 0,82 por cento, a 86.935 pontos, após subir mais de 8 por cento nos nove pregões anteriores e engatar uma sequência de renovação de máximas históricas.

O giro financeiro somou 9,77 bilhões de reais, abaixo da média diária para o mês até a véspera, de 13 bilhões de reais.

Em seu discurso preparado, Powell sinalizou a manutenção de um ritmo gradual de alta de juros nos EUA, dentro do esperado pelo mercado. Durante a sessão de perguntas e respostas com os deputados, no entanto, Powell afirmou que sua visão sobre a perspectiva para a economia se fortaleceu desde dezembro.

As declarações de Powell dispararam o modo de cautela nos mercados globais, com receios de que poderiam indicar uma aceleração no ritmo de alta de juros nos EUA. Em Wall Street, o S&P 500 fechou em queda de 1,27 por cento.

"O mercado hoje começou com a luz amarela e acabou se confirmando uma realização (depois dos comentários do chair do Fed), mas isso não tira a tendência de alta do Ibovespa", disse o analista de investimentos da corretora Magliano Pedro Galdi. "Bolsa reflete cenário econômico e a gente tem dados apontando crescimento no mundo todo", disse.

Localmente, a perspectiva de recuperação da economia vinha guiando o recente movimento positivo no mercado acionário, que ganhava respaldo ainda da liquidez internacional.

Destaques

- CCR ON ganhou 3,30 por cento e liderou a ponta positiva do índice, após três pregões seguidos de queda. Apenas na véspera, a ação despencou 10 por cento, depois de ter caído 6 por cento na sexta-feira, reagindo à notícia de que um delator da Lava Jato acusou a empresa de participar em esquema de corrupção.

- GPA PN subiu 3,03 por cento, também entre as maiores altas do índice. A melhora na recomendação do Citi para os papéis da varejista de neutra para compra e da elevação do preço-alvo, para 84 reais ante 78,20 reais, ajudou a ação a recuperar terreno após perdas recentes.

- PETROBRAS PN fechou em leve queda de 0,09 por cento e PETROBRAS ON perdeu 0,26 por cento, anulando os ganhos vistos mais cedo e alinhando-se ao movimento dos preços do petróleo no mercado internacional, que fecharam em queda nesta sessão.

- VALE ON recuou 0,15 por cento, em dia negativo para os contratos futuros do minério de ferro da China e antes da divulgação de seu resultado referente ao quarto trimestre, previsto para esta noite.

- ITAÚ UNIBANCO PN caiu 1,49 por cento e BRADESCO PN teve queda de 1,09 por cento, tirando força do Ibovespa devido ao peso desses papéis em sua composição.

 

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