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Ibovespa fecha em alta de olho em Haddad; dólar cai a R$ 5,63

No fechamento de segunda-feira, 2, o índice caiu 0,18%, a 136.787 pontos

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 3 de junho de 2025 às 10h21.

Última atualização em 3 de junho de 2025 às 17h45.

O Ibovespa fecha em alta nesta terça-feira, 3. O índice terminou o dia com avanço de 0,56%, aos 137.546 pontos. No fechamento de segunda-feira, 2, o índice caiu 0,18%, a 136.787 pontos. O dólar, por sua vez, fechou em queda de 0,70%, cotado a R$ 5,633.

As atenções se voltaram ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que afirmou nesta terça-feira, 3, que um novo pacote fiscal será anunciado após as medidas serem apresentadas de forma detalhada aos líderes do Congresso Nacional.

O ministro se reuniu com líderes do Congresso para negociar um possível acordo para propor alternativas ao IOF e viabilizar pautas estruturais. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e Haddad se reuniram em um almoço para debater as questões.

O que acontece é que, após a reação negativa do mercado e de parlamentares, o governo estuda medidas alternativas ao aumento do IOF.

Durante a coletiva, Haddad falou sobre uma das principais questões do mercado financeiro, a incidência do IOF sobre o risco sacado, que "pede alguns dias para resolver o problema". "O que está sendo pedido agora é algo singelo: esperar para apresentar as medidas aos líderes", disse o ministro.

Ibovespa hoje

  • IBOV: +0,56%, a 137.546 pontos
  • Dólar: -0,60% a R$ 5,635

No radar hoje

Na China, a atividade industrial voltou a preocupar. O índice PMI caiu para 48,3 em maio, o menor nível em oito meses, e abaixo da marca dos 50 pontos, que separa expansão de contração. O dado adiciona dúvidas sobre a força da retomada econômica no país.

Na Europa, o índice de preços ao consumidor (CPI) da zona do euro desacelerou para 1,9% em maio, abaixo da meta do Banco Central Europeu (BCE) e das projeções do mercado. A queda foi puxada por uma forte desaceleração na inflação de serviços, o que deve reforçar a expectativa de corte de juros na reunião desta quinta-feira.

O relatório de Perspectivas Globais da OCDE, também divulgado nesta manhã, trouxe um tom mais cauteloso para a economia mundial. A entidade revisou para baixo as projeções de crescimento dos EUA e de países do G20, alertando para o impacto das medidas protecionistas anunciadas por Donald Trump. A expectativa de crescimento global foi cortada para 2,9% em 2025.

Nos Estados Unidos, o mercado analisa o relatório Jolts, que mede a abertura de vagas em abril e marca o início da rodada de dados de emprego desta semana, que culmina com o payroll na sexta-feira. Segundo o Departamento do Trabalho, em abril foram criadas 7,391 milhões de vagas, ante consenso de 7,10 milhões.

Já o Departamento do Comércio publicou as encomendas à indústria em abril, que caíram 3,7%, de +3,4% em março, e ante o consenso de -3%.

A produção da indústria brasileira cresceu apenas 0,1% em abril, ante março, segundo a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), divulgada nesta terça-feira, 3, pelo IBGE.

O resultado confirma a desaceleração da atividade, após a alta de 1,2% registrada em março, e vem em linha com a recente divulgação do PIB do primeiro trimestre, que ficou levemente abaixo do esperado. Na comparação com abril de 2024, a produção industrial recuou 0,3%. No acumulado de 2025, até abril, o setor registra alta de 1,4%. Já no acumulado em 12 meses, o avanço é de 2,4%.

Mercados internacionais

Os mercados globais operam sem direção única nesta manhã de terça-feira. Na Ásia, os investidores reagiram à forte queda do índice de atividade industrial da China, ainda assim, o índice Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,53%, liderando os ganhos na região. O CSI 300, da China continental, avançou 0,31%, enquanto o Nikkei 225, do Japão, encerrou o dia estável.

O ASX 200, da Austrália, teve alta de 0,63%, apesar de o país ter registrado um déficit em conta corrente maior que o esperado. Na Índia, os principais índices caíram: o Nifty 50 recuou 0,64% e o Sensex, 0,88%. Os mercados sul-coreanos estiveram fechados devido às eleições.

Na Europa, as bolsas fecharam em alta: o Stoxx 600 avançou 0,95%, o CAC 40, da França, subiu 0,34%, enquanto o DAX, da Alemanha, valorizou 0,64%. O FTSE 100, do Reino Unido, subiu 0,15%.

Nos Estados Unidos, os índices também fecharam em alta com o possível acordo entre Estados Unidos e China após a Casa Branca afirmar que Trump e Xi Jinping devem conversar em breve por telefone. O S&P 500 subiu 0,58%, o Dow Jones avançou 0,51% e o Nasdaq valorizou 0,81%.

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