Fundos de investimento perdem R$ 64 bilhões em maio com resgates líquidos

A informação sobre os fundos de investimento foi divulgada nesta terça pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima)
 (EXAME/Exame)
(EXAME/Exame)
Carlo Cauti
Carlo Cauti

Publicado em 07/06/2022 às 16:26.

Última atualização em 07/06/2022 às 17:33.

Em maio de 2022, a indústria de fundos de investimento apresentou uma saída líquida de R$ 64 bilhões.

A informação sobre os fundos de investimento foi divulgada nesta terça-feira, 7, pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Essa saída acabou reduzindo o acumulado do ano de R$ 94 bilhões para R$ 30 bilhões.

Um resultado influenciado pelos resgates líquidos das três principais classes do setor:

  • renda fixa
  • multimercado
  • ações

Um resultado ainda pior se comparado com o de 2021, quando o saldo acumulado até maio tinha sido de R$ 206,1 bilhões.

Fundos de investimento de renda fixa tiveram maior saída

Os fundos de renda fixa foram os que mais sofreram com essas saídas, com um total de R$ 22,3 bilhões em maio.

Segundo a Anbima, esses saques seriam consequências de movimentações de apenas dois fundos: um simples e outro de duração baixa soberano.

Mesmo com essa saída repentina de recursos, os fundos de renda fixa continuam sendo atrativos.

E no acumulado de 2022 a captação líquida foi de R$ 98 bilhões.

Fundos multimercado também sofrem

Os fundos multimercado também estão sofrendo, registrando uma saída líquida de R$ 12,2 bilhões em maio.

No acumulado do ano, a classe registrou um saldo negativo de R$ 55 bilhões.

Em média, nos primeiros cinco meses do ano saíram R$ 11 bilhões líquidos por mês, ante uma entrada média de R$ 14,2 bilhões registrada nos primeiros cinco meses de 2021.

Fundos de ações perderam menos recursos

No caso da classe de fundos de investimento em ações, a captação líquida foi negativa de R$ 9,4 bilhões.

A maior parte desse valor, R$ 4,7 bilhões, foi o resultado da saída registrada pelo tipo ações livre, que não tem no seu mandato compromisso concentrado em uma estratégia específica.

No ano, até maio, a classe apresentou uma saída líquida de R$ 47,4 bilhões.

Mas a alta na taxa básica de juro afetou também os fundos dessa classe.

Os primeiros cinco meses do ano foram de retiradas de recursos.

Com isso, desde o início do ano, o patrimônio líquido da classe diminuiu 11,6%.

Um resultado oposto ao registrado em maio de 2021, quando a taxa Selic estava em 3,5%, e o patrimônio líquido dessa classe aumentou 12,2% de janeiro a maio.

Fundos com maiores rentabilidades foram renda fixa e multimercado

No caso das maiores rentabilidades, na classe de fundos de investimentos de renda fixa o tipo duração alta e com grau de investimento registrou uma alta de 1,27%.

No caso dos fundos multimercado, o tipo multimercado balanceado teve retorno de 1,55%.

No caso dos fundos de investimentos classe ações, o tipo mono ações, cuja estratégia é investir nas ações de apenas uma empresa, apresentou uma rentabilidade de 6,20%.