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Casas Bahia protocola pedido de recuperação judicial em São Paulo

Grupo inclui nove subsidiárias no processo e afirma que pretende manter as operações sem interrupções relevantes

Casas Bahia: o pedido foi apresentado diante da deterioração de suas condições econômico-financeiras e da restrição de liquidez (Casas Bahia/Divulgação)

Casas Bahia: o pedido foi apresentado diante da deterioração de suas condições econômico-financeiras e da restrição de liquidez (Casas Bahia/Divulgação)

Publicado em 17 de agosto de 2026 às 07h39.

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O Grupo Casas Bahia protocolou um pedido de recuperação judicial no Foro Central Cível de São Paulo. A medida foi comunicada ao mercado em fato relevante divulgado no domingo, 16.

O pedido foi aprovado pelo Conselho de Administração e pelo acionista controlador da companhia. A decisão ainda deverá ser ratificada por uma Assembleia Geral Extraordinária, que será convocada pela empresa.

Além do Grupo Casas Bahia, nove subsidiárias fazem parte do processo: ASAP Log - Logística e Soluções, ASAP Log, CNT Soluções em Negócios Digitais e Logística, Cntlog Express Logística e Transporte, Globex Administração e Serviços, Cnova Comércio Eletrônico, Integra Soluções para Varejo Digital, Casas Bahia Tecnologia e Indústria de Móveis Bartira.

Por que a Casas Bahia pediu recuperação judicial?

Segundo a companhia, o pedido foi apresentado diante da deterioração de suas condições econômico-financeiras e da restrição de liquidez.

A empresa citou como fatores o ambiente macroeconômico desfavorável, as taxas de juros elevadas, a restrição de crédito, o aumento dos custos financeiros e a pressão sobre o consumo e o capital de giro. Alternativas de liquidez que estavam sendo estruturadas também não foram concretizadas.

No segundo trimestre de 2026, o grupo registrou prejuízo líquido de R$ 10,117 bilhões, impactado por eventos não recorrentes. O prejuízo acumulado no primeiro semestre chegou a R$ 11,181 bilhões.

Em 30 de junho, o passivo circulante superava o ativo circulante em R$ 7,837 bilhões no balanço consolidado. O patrimônio líquido estava negativo em R$ 8,270 bilhões.

A Ernst & Young (EY), responsável pela revisão independente das informações financeiras, havia apontado uma incerteza relevante relacionada à continuidade operacional do grupo.

Operações devem continuar

A Casas Bahia informou que pretende manter suas operações em todos os canais existentes durante o processo de recuperação judicial, sem interrupções relevantes e com os níveis atuais de qualidade e serviço.

A companhia afirma que buscará reorganizar sua estrutura de capital por meio da readequação das operações e do alongamento das dívidas financeiras e operacionais.

O grupo também concluiu o fechamento de 298 lojas como parte do redimensionamento de sua estrutura.

Em 2024, a Casas Bahia já havia recorrido a uma recuperação extrajudicial para renegociar aproximadamente R$ 4,1 bilhões em dívidas. O plano foi homologado pela Justiça em junho daquele ano.

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