Agenda desta segunda, 19: na agenda corporativa, o destaque do dia é o balanço do 1° trimestre da mineradora Rio Tinto (Stringer/Reuters)
Repórter
Publicado em 20 de abril de 2026 às 05h30.
A agenda desta segunda-feira, 19, começa com dados industriais na Europa e segue com indicadores no Brasil e nos Estados Unidos, em um dia que também reserva falas de autoridades monetárias e atenção à geopolítica, fator que segue dominando o humor dos mercados.
Logo cedo, às 3h (horário de Brasília), a Alemanha divulga o índice de preços ao produtor (PPI) de março, tanto na comparação mensal quanto anual. Mais tarde, às 6h, sai a produção do setor de construção da zona do euro, referente a fevereiro. Esses números ajudam a calibrar as expectativas sobre a atividade econômica e a inflação no bloco europeu.
No Brasil, o destaque fica para a divulgação do Boletim Focus, às 8h25, com as projeções atualizadas do mercado para inflação, juros e crescimento, termômetro importante para as apostas em torno da política monetária.
As negociações no Brasil tendem a ser e baixa liquidez nesta segunda por ser véspera de feriado, na terça, 21 de abril, feriado de Tiradentes.
Nos Estados Unidos, o foco estará nos leilões de títulos do Tesouro de curto prazo, com papéis de três e seis meses sendo ofertados às 12h30.
Ainda no exterior, investidores acompanham o discurso da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, às 13h40, em busca de sinais sobre os próximos passos da política de juros na região.
Na agenda corporativa, o destaque do dia é o balanço do 1° trimestre da mineradora Rio Tinto, que pode trazer indicações sobre a demanda global por commodities — especialmente em um momento de incerteza sobre o crescimento global.
No campo político e institucional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumpre agenda na Alemanha, onde participa da Feira Industrial de Hanôver e do Encontro Econômico Brasil-Alemanha. Às 14h35 (horário de Brasília), Lula faz uma declaração conjunta à imprensa.
O presidente também visita as instalações de uma fábrica da Volkswagen, em compromissos que podem reforçar a agenda de investimentos e cooperação industrial entre os países.
Apesar da agenda econômica relativamente enxuta, o principal vetor de risco segue sendo o cenário geopolítico. O conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel continua no radar, a dois dias do prazo para o fim do cessar-fogo.
Entre os desdobramentos mais recentes, o Irã prometeu responder ao ataque e apreensão de um cargueiro por forças americanas, enquanto sinais de escalada militar persistem na região.
A tensão se estende ao Estreito de Ormuz, rota estratégica para o petróleo global, onde embarcações relataram disparos de advertência. No fim de semana, os preços do petróleo dispararam diante do risco de interrupções na oferta, o que adiciona pressão inflacionária e aumenta a aversão ao risco nos mercados.
Além disso, há incerteza sobre o avanço das negociações diplomáticas. O Irã indicou que não pretende participar de novas conversas no curto prazo, enquanto os Estados Unidos enviam uma delegação ao Paquistão para tentar retomar o diálogo. O ambiente é de elevada volatilidade, com investidores atentos a qualquer sinal de escalada ou distensão.