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Fitch alerta que pode rebaixar nota da China

Atualmente o rating do país é classificado em AA-

Em abril, a Fitch rebaixou a perspectiva para o rating em moeda local da China de "estável" para "negativa" em razão de preocupações com o grande aumento da dívida (Feng Li/Getty Images)

Em abril, a Fitch rebaixou a perspectiva para o rating em moeda local da China de "estável" para "negativa" em razão de preocupações com o grande aumento da dívida (Feng Li/Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 30 de agosto de 2011 às 20h39.

Pequim - A China enfrenta a possibilidade de um rebaixamento no seu rating (nota) de dívida em moeda local nos próximos dois anos em consequência do aumento das falências e da inflação alta que se seguiram à expansão do crédito nos últimos anos, afirmou a agência de classificação de risco Fitch. Atualmente o rating da China em moeda local é classificado em AA- pela Fitch.

A agência alertou que os formadores de política chineses enfrentarão um dilema sobre como responder a outra crise global, já que a alta dos preços e as dívidas impedirão um novo plano de estímulos como o lançado há três anos. Em abril, a Fitch rebaixou a perspectiva para o rating em moeda local da China de "estável" para "negativa" em razão de preocupações com o grande aumento da dívida potencialmente desestabilizadora desde o fim de 2008.

"A qualidade dos ativos bancários (...) vai se deteriorar significativamente no médio prazo", afirmou Andrew Colquhoun, diretor de ratings soberanos da região Ásia-Pacífico, durante um seminário. Colquhoun acredita que o governo central chinês terá de socorrer os bancos à medida que mais governos locais e empresas declararem moratória (default).

A China lançou no fim de 2008 um programa de estímulo de 4 trilhões de yuans (US$ 586 bilhões) para combater a crise global e ordenou os bancos a oferecer crédito para incentivar a economia e evitar uma recessão. Agora o país está implementando uma série de medidas para restringir os empréstimos e conter a inflação, que atingiu a máxima em três anos de 6,5% em julho.

No entanto, se as dificuldades econômicas nos EUA e na Europa provocarem outra recessão global e uma queda no comércio internacional, a China terá opções limitadas para minimizar o impacto desse cenário sobre o país, afirmou Colquhoun.

Charlene Chu, diretora de ratings de bancos chineses da Fitch, também levantou preocupações com os balanços financeiros já apertados dos bancos e com a exposição deles a governos locais endividados. Segundo o Escritório de Auditoria Nacional da China, a dívida das autoridades estava em 10,7 trilhões de yuans no fim de 2010, ou cerca de 27% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. As informações são da Dow Jones.

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