Invest

Escalada no Oriente Médio e Boletim Focus: o que move os mercados

Petróleo dispara com a guerra no Oriente Médio, enquanto o mercado local aguarda a divulgação das projeções econômicas do Boletim Focus

Publicado em 20 de julho de 2026 às 05h30.

Última atualização em 20 de julho de 2026 às 06h25.

Os mercados iniciam esta segunda-feira, 20, sob pressão da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, que já dura nove dias consecutivos e voltou a colocar o petróleo no centro das atenções, com o Brent retornando à casa dos US$ 90 por barril.

Depois de o Ibovespa fechar a sexta-feira, 17, em leve queda de 0,06%, acumulando perda de 2,33% na semana, pressionado pela tensão geopolítica e pela escalada tarifária entre Brasil e Estados Unidos, o foco agora se volta para uma agenda de indicadores no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa.

O que acompanhar

No Brasil, as atenções se concentram no Boletim Focus, divulgado às 8h25 pelo Banco Central, que reúne as projeções do mercado para inflação, juros e câmbio e deve refletir o impacto recente da tensão no Oriente Médio e da disputa comercial com os Estados Unidos sobre as expectativas dos agentes financeiros.

No exterior, o dia começa cedo com dados da Alemanha, que divulga às 3h o Índice de Preços ao Produtor (PPI) de junho. Uma hora depois, a Alemanha traz ainda a leitura anual do indicador, enquanto a zona do euro publica, às 6h, os dados de produção do setor de construção referentes a maio.

A agenda americana se concentra ao longo da manhã. Às 11h, sai o Índice de Indicadores Antecedentes (Leading Economic Index) de junho, que busca antecipar o comportamento da atividade econômica nos próximos meses.

O Canadá divulga o IPC de junho às 9h30, e a Argentina encerra a agenda às 16h com o resultado da balança comercial de junho.

No calendário corporativo, o destaque é o balanço da Ryanair, uma das maiores companhias aéreas de baixo custo da Europa. No cenário político internacional, Andy Burnham assume nesta segunda-feira como primeiro-ministro britânico, o sétimo em uma década, prometendo reorganizar as prioridades do governo em torno do custo de vida — um fator que deve ser observado pelo mercado europeu nos próximos dias, especialmente na definição do novo ministro das Finanças.

Semana anterior foi marcada por aversão ao risco

Os investidores chegam à nova semana depois de um pregão de sexta-feira marcado pela cautela. O Ibovespa caiu 0,06%, aos 173.714 pontos, acumulando perda de 2,33% na semana, enquanto o dólar comercial subiu 0,25%, para R$ 5,111.

O sentimento de aversão ao risco foi impulsionado pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã e pelas preocupações com a tarifa adicional de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

O cenário fortaleceu o dólar, pressionou as bolsas globais e impulsionou o petróleo: o Brent fechou a sexta-feira em alta de 4,59%, a US$ 88,10 por barril, enquanto o WTI avançou 4,48%, para US$ 82,49. Na semana, as commodities acumularam ganhos de 15,9% e 15,5%, respectivamente.

Em Wall Street, o clima também foi negativo. O Dow Jones caiu 0,77%, o S&P 500 recuou 1,01% e o Nasdaq perdeu 1,40%, pressionados principalmente pelas ações de tecnologia e fabricantes de semicondutores.

Acompanhe tudo sobre:Agenda do diaIndicadores econômicosMercadosMercado financeirobolsas-de-valores

Mais de Invest

Marisa melhora operação com fechamento de lojas, mas tem prejuízo de R$ 68 milhões no 2º tri

Ibovespa fecha 9ª sessão em queda e acumula perda de 3,2% na semana; dólar avança

Ibovespa cai pela 9ª sessão e dólar sobe com juros em alta e pesquisa eleitoral

O cobre virou o termômetro do próximo tarifaço de Trump; entenda