US Secretary of Treasury Scott Bessent looks on as US President Donald Trump speaks during a news conference with Elon Musk in the Oval Office of the White House in Washington, DC, on May 30, 2025. Musk, who stormed into US politics as President Trump's chainsaw-brandishing sidekick, announced on May 28 that he is leaving his role in US government, intended to reduce federal spending, shortly after his first major break with the President over Trump's signature spending bill. (Photo by Allison ROBBERT / AFP) (Allison ROBBERT/AFP)
Redação Exame
Publicado em 10 de fevereiro de 2026 às 12h31.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que o governo americano trabalha para preservar os fundamentos que sustentam um dólar forte e tornar o país o destino mais atrativo para o capital global. As declarações foram feitas durante participação por videoconferência no CEO Conference, evento promovido pelo BTG Pactual (do mesmo grupo de controle da EXAME). O painel foi conduzido por André Esteves, presidente do conselho de administração do banco.
O secretário também relativizou avaliações de mercado sobre a moeda americana. “Eu não acho que o dólar esteja fraco”, disse.
Bessent foi questionado sobre o que o governo espera de Kevin Warsh, indicado de Donald Trump para substituir Jerome Powell à frente do Federal Reserve. “A gente só queria alguém com mente aberta e acho que o Kevin é essa pessoa", afirmou o secretário, citando experiências prévias de Warsh.
No campo tecnológico, Bessent destacou a centralidade da inteligência artificial na economia. Segundo ele, o governo observa de perto como a tecnologia vem agregando valor e aumentando a produtividade, especialmente entre os mais jovens. “Todos devem ser nativos em inteligência artificial a partir de agora”, disse, ao afirmar que, nesse processo, “nenhum trabalho é perdido, apenas realocado”.
Sobre a América Latina, o secretário afirmou que há entusiasmo com o aumento do interesse dos Estados Unidos pela região. Bessent usou a Argentina como exemplo de influência econômica para que Javier Milei não perdesse apoio nas eleições legislativas. "O apoio ao presidente argentino superou as expectativas, inclusive entre jovens e populações de menor renda", afirmou
Sobre a Venezuela, Bessent afirmou que ações envolvendo intervenção e extradição de Nicolás Maduro evidenciaram o peso militar dos Estados Unidos. “Posso afirmar que as pessoas hoje na Venezuela, no governo, estão cooperando. É uma parceria muito boa, com chances de levar a uma eleição direta”, disse. Sobre o Brasil, Bessent se limitou a falar que hoje existe uma conexão entre os presidente Lula e Donald Trump.
Bessent fez críticas à Europa e diz que o continente fracassou em seu plano econômico. Por outro lado, apontou o Japão como um caso de movimento político “ousado”, tecendo elogios à premiê Sanae Takaichi, que garantiu uma "supermaioria" em eleições legislativas no último fim de semana.
Ao encerrar, o secretário afirmou que a política de “América em primeiro lugar” não significa isolamento. “No fim das contas, queremos a paz", disse Bessent.