Brasil

STJ determina afastamento de ministro Marco Buzzi por acusação de importunação sexual

Decisão unânime do Pleno mantém magistrado fora do cargo até análise de sindicância sobre denúncia de importunação sexual

Ministro Marco Buzzi da Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (Divulgação/STJ)

Ministro Marco Buzzi da Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (Divulgação/STJ)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 10 de fevereiro de 2026 às 12h25.

Última atualização em 10 de fevereiro de 2026 às 12h27.

Priorizar nos meus resultados Google

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou, de forma unânime, o afastamento cautelar do ministro Marco Buzzi. A decisão foi tomada em sessão extraordinária do Pleno realizada nesta terça-feira, dia 10.

O ministro é alvo de investigação por importunação sexual, após denúncia feita por uma jovem de 18 anos. Na segunda-feira, dia 9, uma nova representação foi apresentada ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A denunciante já foi ouvida pela Corregedoria do órgão.

Marco Buzzi nega as acusações. Mesmo assim, o STJ definiu que ele ficará afastado de suas funções até a finalização da apuração conduzida pela Comissão de Sindicância.

O Pleno marcou nova sessão para 10 de março, data em que serão avaliadas as conclusões da comissão. Até a deliberação, o ministro permanece impedido de exercer o cargo.

Entenda as acusações

Marco Aurélio Gastaldi Buzzi é alvo de duas denúncias de importunação sexual, atualmente em apuração no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e no próprio STJ. As investigações correm sob sigilo.

A primeira denúncia foi apresentada por uma jovem de 18 anos, filha de um casal de amigos do magistrado. Ela relatou à Corregedoria que teria sido vítima de importunação durante uma viagem de férias à casa de Buzzi, em Balneário Camboriú (SC), no dia 9 de janeiro. Segundo o depoimento, o ministro teria tentado agarrá-la repetidas vezes enquanto ela tomava banho de mar. Após o episódio, a família deixou o local e registrou boletim de ocorrência em São Paulo.

Na semana passada, a jovem prestou depoimento à Corregedoria e confirmou os relatos.

Uma segunda denúncia foi apresentada ao CNJ por outra suposta vítima. O órgão confirmou, em nota, que colheu novo depoimento e que segue realizando diligências. Segundo o Conselho, os procedimentos tramitam sob sigilo legal para preservar a intimidade das pessoas envolvidas e garantir a condução adequada das investigações.

*Com informações do O Globo

Acompanhe tudo sobre:STJ

Mais de Brasil

PGR confirma autenticidade de foto de Paulo Gonet ao lado de Vorcaro

Eleições 2026: Candidatos não podem ser presos a partir deste sábado

Crise no STF beneficia mais Flávio, mas não vai decidir a eleição, diz cientista político

Agregador Inteligov/EXAME: Cleitinho tem 35,37% e Kalil e Patrus disputam a 2ª posição em Minas