Eli Lilly é vista como líder no mercado global de medicamentos para obesidade, com Mounjaro e Zepbound, (Jakub Porzycki/NurPhoto/Getty Images)
Repórter de Mercados
Publicado em 4 de fevereiro de 2026 às 09h26.
As ações da Eli Lilly avançavam no pré-mercado desta quarta-feira, 4, após a farmacêutica divulgar um balanço trimestral acima das expectativas e elevar o tom para 2026. No quarto trimestre, a fabricante do Mounjaro reportou lucro ajustado de US$ 7,54 por ação, superando a projeção média de US$ 6,91, segundo dados da FactSet.
A receita somou US$ 19,3 bilhões, também acima do consenso de US$ 17,9 bilhões e com crescimento de 43% na comparação anual.
O avanço foi sustentado pelo forte aumento no volume de vendas de Mounjaro e Zepbound, principais motores de crescimento da companhia.
Para o ano cheio, a farmacêutica projetou receita entre US$ 80 bilhões e US$ 83 bilhões, acima da estimativa de US$ 77,6 bilhões de analistas. O lucro ajustado por ação deve ficar entre US$ 33,50 e US$ 35, enquanto Wall Street esperava US$ 33,04.
A reação positiva ocorre após um período de volatilidade. Na véspera, os papéis haviam recuado 3,9% depois que a Novo Nordisk — principal concorrente no segmento de medicamentos para perda de peso — alertou para uma possível desaceleração nas vendas em 2026.
A Lilly é vista como líder no mercado global de medicamentos para obesidade, com a tirzepatida comercializada sob as marcas Mounjaro, para diabetes tipo 2, e Zepbound, para controle crônico de peso. O sucesso desses produtos tem sustentado o crescimento acelerado da receita e ampliado a distância em relação a concorrentes menores.
Apesar da posição dominante, o mercado monitora de perto o avanço da concorrência, que aposta em formatos mais convenientes, como comprimidos orais ou injeções mensais.
Nesse contexto, a companhia desenvolve o orforglipron, um medicamento oral para perda de peso, numa tentativa de defender participação e antecipar uma possível mudança de preferência dos pacientes.