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Dólar sobe para 2,24 com dúvidas sobre rolagem de swaps

O avanço da moeda também refletiu a aversão ao risco nos mercados financeiros, com os desdobramentos das tensões na Ucrânia


	Dólar: moeda à vista no balcão terminou o pregão com uma alta de 1,13%
 (Getty Images)

Dólar: moeda à vista no balcão terminou o pregão com uma alta de 1,13% (Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 25 de abril de 2014 às 17h09.

São Paulo - O dólar fechou a sessão em alta nesta sexta-feira, 25, impulsionado pelas expectativas de que o Banco Central não rolará integralmente neste mês os contratos de swaps cambiais que vencerão em maio.

O dólar à vista no balcão terminou o pregão cotado a R$ 2,2420, uma alta de 1,13%. Por volta das 16h30, o giro estava em torno de US$ 1,69 bilhão, segundo dados da clearing de câmbio da BM&FBovespa.

No mercado futuro, o dólar para maio subia 1,26%, a R$ 2,2450. O volume de negociação era próximo de US$ 15,57 bilhões.

As especulações de que o Banco Central rolará apenas parcialmente o lote de swaps cambiais que vencem em maio ganharam força após a autoridade monetária não realizar a operação de rolagem hoje, como tem feito desde o início do mês.

Profissionais ouvidos pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, afirmaram que o Banco Central deve estar se baseando na continuidade do fluxo positivo de recursos para o Brasil para, mais uma vez, não rolar a totalidade dos swaps.

No vencimento de abril, a rolagem também foi parcial.

Do total de 174.650 contratos a vencer no próximo mês (US$ 8,733 bilhões), 130.000 já foram rolados (US$ 6,500 bilhões). Faltam US$ 2,233 bilhões, que podem ser retirados do mercado se a rolagem não for integral.

Na quarta-feira, o Banco Central informou que o fluxo cambial estava positivo em US$ 3,375 bilhões em abril até dia 17. As operações financeiras responderam por uma entrada líquida de US$ 1,308 bilhão. No comércio exterior, o saldo foi positivo em US$ 2,067 bilhões.

O dólar chegou a bater uma mínima no início da manhã, de US$ 2,2290, sem deixar o campo positivo, no entanto, reagindo à venda de cerca de US$ 200 milhões em swap no leilão do Banco Central. A moeda voltou a ganhar força mais tarde e renovou máximas na sessão durante a tarde.

O avanço da moeda também refletiu a aversão ao risco nos mercados financeiros, com os desdobramentos das tensões na Ucrânia.

Autoridades dos Estados Unidos afirmaram que jatos russos sobrevoaram o espaço aéreo ucraniano algumas vezes ao longo das últimas 24 horas, em movimento qualificado por uma das fontes como provocação contínua do aumento das tensões na região.

O presidente dos EUA, Barack Obama, participou de teleconferência hoje com outros líderes ocidentais para discutir a possibilidade de uma nova rodada de sanções contra a Rússia.

Durante a madrugada, a Standard & Poor's rebaixou o rating em moeda estrangeira da Rússia de BBB para BBB-, apenas um nível acima do grau especulativo.

No exterior, perto das 16h30, o dólar recuava 0,12%, para 102,11 ienes, de 102,33 ienes ontem. A moeda japonesa, como os Treasuries, costuma ser beneficiada em momentos de nervosismo nos mercados devido ao seu status de porto seguro.

O euro subia 0,04%, para US$ 1,3836, de US$ 1,3832 ontem.

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