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Dólar sobe com aversão a risco, após forte queda na véspera

Às 10:16, o dólar avançava 0,85 por cento, a 3,9928 reais na venda, após cair na sessão passada 1,62 por cento, a 3,9591 reais


	Notas de dólar: nesta manhã, o Banco Central fará mais um leilão de rolagem dos swaps que vencem em março
 (Gary Cameron/Reuters)

Notas de dólar: nesta manhã, o Banco Central fará mais um leilão de rolagem dos swaps que vencem em março (Gary Cameron/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 2 de fevereiro de 2016 às 09h54.

São Paulo - O dólar avançava nesta terça-feira em meio à aversão a risco nos mercados globais diante da queda dos preços do petróleo, mas continuava abaixo de 4 reais após fechar no menor nível neste ano na véspera.

Às 10:16, o dólar avançava 0,85 por cento, a 3,9928 reais na venda, após cair na sessão passada 1,62 por cento, a 3,9591 reais.

Após esboçarem uma recuperação na semana passada, os preços do petróleo voltaram a cair nesta semana conforme diminuíram as esperanças de um acordo para reduzir a produção global da commodity. A queda do óleo vem deprimindo o apetite por moedas relacionadas a commodities.

"O noticiário ainda se concentra na queda do petróleo, e o quadro segue mais desfavorável para ativos de risco", escreveram analistas da corretora Guide Investimentos em nota a clientes.

No cenário local, o mercado voltava a adotar cautela ao fim do recesso parlamentar e a retomada do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

A visita de representantes da agência de classificação de risco Moody's ao Brasil nesta tarde também atraía atenções. A Moody's colocou em dezembro o grau de investimento brasileiro em revisão para rebaixamento, o que normalmente significa que uma ação pode ser tomada em um período de 90 dias.

"O cenário interno está tenso. A qualquer momento pode vir uma notícia ruim que funcione com um gatilho para uma alta do dólar", disse o operador de uma corretora nacional.

Nesta manhã, o Banco Central fará mais um leilão de rolagem dos swaps que vencem em março, que equivalem a 10,431 bilhões de dólares, com oferta de até 11,9 mil contratos.

Texto atualizado às 10h53.

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