Mercados

Dólar segue exterior e fecha em alta, a R$3,75

O dólar fechou em alta frente ao real, acompanhando o movimento no mercado externo a pouco mais de uma semana da reunião do Fed


	Dólares: dólar avançou 0,53 por cento, a 3,7589 reais na venda
 (Karen Bleier/AFP)

Dólares: dólar avançou 0,53 por cento, a 3,7589 reais na venda (Karen Bleier/AFP)

DR

Da Redação

Publicado em 7 de dezembro de 2015 às 16h23.

São Paulo - O dólar fechou em alta frente ao real nesta segunda-feira, acompanhando o movimento no mercado externo a pouco mais de uma semana da reunião do Federal Reserve, banco central norte-americano, e pressionado pelo tombo dos preços do petróleo e aumento na aversão ao risco.

O dólar avançou 0,53 por cento, a 3,7589 reais na venda, após acumular baixa de 3,80 por cento nas quatro sessões anteriores. A moeda norte-americana chegou a 3,7290 reais na mínima desta sessão e a 3,7794 reais na máxima.

Até o início da tarde, a moeda dos Estados Unidos foi negociada praticamente estável diante da cautela dos investidores com a tramitação do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff no Congresso Nacional. Mas passou a subir diante da cena externa.

"O dólar está em alta lá fora, é natural que o mercado faça algum ajuste", disse o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado. "Na semana passada (o dólar) tinha caído muito e temos Fed em poucos dias".

Nos mercados externos, o dólar subiu consistentemente contra as principais moedas emergentes, após a queda dos preços do petróleo às mínimas em quase sete anos desencadear nova rodada de aversão a ativos de risco. Além disso, investidores se preparavam para a reunião do Fed da semana que vem, que deve resultar no primeiro aumento de juros em quase uma década.

A elevação dos juros norte-americanos pode atrair para maior economia do mundo recursos aplicados no Brasil. No entanto, alguns investidores já davam esse cenário como certo e vêm se concentrando na perspectiva de que altas subsequentes sejam feitas de forma gradual pelo Fed.

Outro foco importante é o processo de impeachment contra Dilma. A comissão especial da Câmara dos Deputados encarregada de analisar o pedido de abertura de impeachment será formada nesta segunda-feira e ratificada em sessão do plenário.

Alguns operadores apostavam que eventual mudança no governo poderia facilitar o reequilíbrio da economia brasileira no médio prazo. Muitos ressaltavam, porém, que a incerteza política pode paralisar o ajuste fiscal e até levar o país a perder o selo de bom pagador internacional por outras agências de classificação de risco além da Standard & Poor's.

O resultado é que o mercado fica mais sensível e volátil, com operadores evitando fazer grandes operações, limitando o volume de negócios, e operando com base em eventos de curto prazo.

"Ainda temos alguns fatores que vão continuar influenciando o câmbio. O que vai acontecer com os juros nos Estados Unidos, qual será o andamento do processo de impeachment e o que vai acontecer com o rating do Brasil. Este é um assunto que não pode ser esquecido", disse o gerente de câmbio da TOV Corretora Reginaldo Siaca. Para ele, a tendência da moeda norte-americana permanece de alta no curto prazo.

O Banco Central deu continuidade, pela manhã, à rolagem dos swaps cambiais que vencem em janeiro, com oferta de até 11.260 contratos, que equivalem a venda futura de dólares. Até agora, a autoridade monetária já rolou o equivalente a 2,736 bilhões de dólares, ou cerca de 25 por cento do lote total, que corresponde a 10,694 bilhões de dólares.

Texto atualizado às 17h23

Acompanhe tudo sobre:BancosCâmbioDólarMoedasMercado financeiroFinançasFed – Federal Reserve SystemReal

Mais de Mercados

A queda da Barbie? Ações da Mattel despencam 24% após fraco desempenho no fim de ano

Domino’s nomeia um veterano do McDonald’s como seu novo CEO

País não sobrevive se metade das pessoas recebe cheque do governo, diz Stuhlberger

Produção da Petrobras cresce 19% no 4º trimestre, puxada pelo pré-aal