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Dólar fecha a R$ 5,25, com alta de 0,2% na primeira sessão de fevereiro

Câmbio no Brasil acompanha o índice DXY, que também subiu no exterior

Dólar: primeiro pregão de fevereiro é de correção (Designed by/Freepik)

Dólar: primeiro pregão de fevereiro é de correção (Designed by/Freepik)

Rebecca Crepaldi
Rebecca Crepaldi

Repórter de finanças

Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 17h43.

O primeiro pregão de fevereiro parece ser de ligeira correção após o dólar encerrar janeiro com queda de 4,39%. Nesta segunda-feira, 2, o câmbio encerrou a sessão com alta de 0,19% a R$ 5,257, ao contrário de seus pares emergentes, que caíram levemente — o que reforça o movimento de ajuste técnico.

A alta da divisa acompanha a valorização da moeda americana no exterior, medida pelo índice DXY, que subiu 0,69% no pregão desta segunda. O índice, por sua vez, avança pelo segundo dia consecutivo, com fortalecimento principalmente em relação ao iene e ao euro.

“Essa recuperação do dólar ocorre na esteira da decisão de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, sobre o novo presidente do Federal Reserve (Fed), que, por ora, dissiparam parte das incertezas em relação à independência do Banco Central americano”, diz Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

Isso não quer dizer, no entanto, que o movimento de alta deve continuar, explica Cristiane Quartaroli, economista chefe do Ouribank. Apesar o Banco Central (BC) ter indicado que irá cortar juros na próxima reunião em março, as taxas de juros continuam extremamente elevadas no Brasil, o que atrai capital estrangeiro para cá.

Até a última quinta-feira, 29, a entrada de capital estrangeiro na bolsa brasileira em janeiro superou as saídas em R$ 25,32 bilhões. O saldo é resultado do ingresso de R$ 397,44 bilhões no período e R$ 372,1 bilhões em retiradas. O número também é muito próximo do fluxo de todo o ano de 2025, que ficou em R$ 25,47 bilhões.

“Vale destacar também que hoje voltaram as atividades no Congresso e sabemos que política acaba trazendo volatilidade para os ativos”, diz Quartaroli.

Para esta terça-feira, 3, todas as atenções se voltam para a Ata do Copom. “O mercado vai tentar detalhar bastante o documento para entender se a visão do Banco Central é mesmo a de início de corte de juros, como ele mencionou no comunicado na semana passada.”

O que é o dólar à vista

O dólar à vista é o valor negociado no mercado de câmbio para liquidação imediata, geralmente em até dois dias úteis. Esse tipo de câmbio é bastante utilizado em operações de curto prazo feitas por empresas e instituições financeiras.

A cotação do dólar à vista reflete o valor real de mercado no momento da transação, oferecendo transparência para quem precisa fechar negócios com rapidez.

O que é o dólar futuro

O dólar futuro corresponde a contratos de compra e venda da moeda para liquidação em uma data futura. Essa modalidade é negociada na Bolsa de Valores e ajuda empresas e investidores a se protegerem da volatilidade cambial.

Sua cotação varia conforme as expectativas do mercado em relação à economia, podendo se distanciar bastante do dólar à vista em momentos de incerteza.

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