Mercados

Cielo mantém confiança em modelo; ações sobem

Na véspera, a companhia divulgou que encerrou o primeiro trimestre com lucro de 566,6 milhões de reais

Às 12h30, as ações da Cielo subiam mais de 4,2 por cento, enquanto o Ibovespa recuava 0,29 por cento e a Redecard retrocedia 0,62 por cento (Divulgação)

Às 12h30, as ações da Cielo subiam mais de 4,2 por cento, enquanto o Ibovespa recuava 0,29 por cento e a Redecard retrocedia 0,62 por cento (Divulgação)

DR

Da Redação

Publicado em 26 de abril de 2012 às 14h05.

São Paulo - A companhia de cartões Cielo está confiante em seu modelo de negócios de capital aberto e controle dividido entre os bancos Bradesco e Banco do Brasil, apesar da esperada saída da rival Redecard da BMF&Bovespa.

Segundo o presidente da Cielo, Rômulo de Mello Dias, "não acreditamos que exista apenas um modelo de adquirência e estamos satisfeitos com nosso modelo", disse o executivo em teleconferência com analistas.

Na véspera, a companhia divulgou que encerrou o primeiro trimestre com lucro de 566,6 milhões de reais, superando expectativas do mercado .

"Acreditamos que conflitos de interesse não se eliminam, mas se administram", disse o executivo, lembrando que o conselho de administração da companhia tem dez membros, dos quais quatro indicados por Bradesco e quatro indicados por BB.

"Os resultados obtidos como consequência desse modelo nos deixam satisfeitos", disse o executivo.

Às 12h30, as ações da Cielo subiam mais de 4,2 por cento, enquanto o Ibovespa recuava 0,29 por cento e a Redecard retrocedia 0,62 por cento.

Dias comentou na teleconferência que a Cielo vê uma tendência positiva para o comportamento da inadimplência e do crescimento de crédito no segundo trimestre, depois que bancos anunciaram esta semana crescimento nos calotes nos três primeiros meses do ano.

Na reunião, o vice-presidente de finanças, Clovis Poggetti Junior, afirmou que a Cielo mantém previsão de que a linha de despesas com marketing represente cerca de 4 por cento da receita líquida total em 2012.

"As despesas com marketing e vendas dos próximos trimestres serão significativamente superiores ao apresentado no primeiro trimestre". Ele não comentou números precisos para os próximos períodos.

Acompanhe tudo sobre:B3bolsas-de-valores

Mais de Mercados

'Miramos 15% de retorno em 2026', diz CFO do Banco do Brasil sobre rentabilidade

Banco do Brasil deve enfrentar 2026 desafiador, admite Tarciana Medeiros

Por que ações do Banco do Brasil sobem mesmo com queda de 40% no lucro

Recuperação judicial no agro vai desacelerar, mas continuará crescendo, diz BB