Carteira recomendada do BTG: principal alteração na carteira de janeiro do BTG foi o retorno do Itaú (ITUB4), que havia sido retirado em dezembro, e a substituição de Smartfit e Copel por Raia Drogasil e Itaú (Divulgação)
Repórter
Publicado em 2 de janeiro de 2026 às 16h35.
O BTG Pactual (do mesmo grupo controlador da EXAME) divulgou nesta sexta-feira, 2, sua carteira recomendada de ações para janeiro de 2026, o 10SIM, ajustando posições na carteira em um contexto de expectativas positivas, porém volátil. Entre as mudanças de destaque, o banco reintroduz o Itaú (ITUB4) na carteira e faz as saídas de Smartfit (SMFT3) e Copel (CPLE6), com a entrada também da Raia Drogasil (RADL3).
Segundo o BTG, as ações brasileiras devem ter um desempenho sólido no início de 2026, impulsionadas pela flexibilização dos ciclos de juros no Brasil e, em menor medida, nos Estados Unidos.
Mas, apesar da expectativa de estabilidade das taxas no primeiro semestre nos EUA, o banco acredita que a queda da Selic no Brasil pode continuar sendo um fator relevante de suporte ao mercado local, enquanto o ambiente político — em ano de eleições presidenciais — deve aumentar a volatilidade a partir do fim do primeiro trimestre.
Com as revisões, o BTG aumenta sua exposição ao setor financeiro para 25% da carteira, dividida entre sua principal escolha, o Itaú (15%), que retorna após ter sido excluído em dezembro, e o Nubank (10%), cuja participação foi reduzida ante o mês anterior.
A entrada da Raia Drogasil representa uma renovação no segmento de varejo, que o banco vê como beneficiário do ciclo de afrouxamento da política monetária entre janeiro e março.
O BTG também amplia sua exposição a exportadores para 15%, com a inclusão da produtora de ouro Aura (5%), mantendo no portfólio a fabricante de aviões Embraer (EMBJ3). Para abrir espaço para essas posições, o banco reduziu a exposição a construtoras para 10%, mantendo Cyrela (CYRE3), e retirou Direcional.
No segmento de serviços públicos, a alocação segue em 20%, com ênfase em Eneva (ENEV3) e Equatorial (EQTL3), considerados ativos defensivos que se beneficiam de um cenário de juros em queda.
Outros nomes clássicos da carteira, como Localiza (RENT3)e Rede D’Or (RDOR3), permanecem como escolhas ligadas a fluxo de caixa de longo prazo.
O BTG projeta uma redução de 300 pontos-base na taxa Selic ao longo de 2026, o que, segundo os analistas, apoiaria setores sensíveis a juros, como consumo e infraestrutura. Mesmo com essa queda, a Selic terminaria o ano em torno de 12%, um patamar ainda considerado relativamente restritivo em termos reais.
| Empresa | Ticker | Peso |
|---|---|---|
| Nubank | ROXO34 | 1o% |
| Itaú Unibanco | ITUB4 | 15% |
| Embraer | EMBR3 | 10% |
| Equatorial | EQTL3 | 10% |
| Localiza | RENT3 | 10% |
| Raia Drogasil | RADL3 | 10% |
| Eneva | ENEV3 | 10% |
| Aura | AURA33 | 5% |
| Cyrela | CYRE3 | 10% |
| Rede D’Or | RDOR3 | 10% |